A pesquisa da Bain & Company revela que a transição energética enfrenta desafios significativos, enquanto a inteligência artificial está aumentando a demanda por energia, o que requer investimentos substanciais e soluções inovadoras para mitigar a crise climática.
A pesquisa da Bain & Company revela que, apesar do otimismo com a inteligência artificial, a transição energética enfrenta desafios significativos. Executivos de setores-chave apontam barreiras como falta de políticas claras e aumento dos custos.
Desafios na descarbonização e transição energética
Os desafios na descarbonização e transição energética são evidentes, conforme aponta a pesquisa da Bain & Company.
Executivos dos setores de energia elétrica, petróleo, gás, químicos, mineração e agronegócio expressam preocupações significativas quanto ao cumprimento das metas climáticas.
Entre os principais obstáculos, destaca-se a dificuldade em encontrar clientes dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis.
Além disso, há uma falta de políticas e regulações claras e estáveis, que desmotivam investimentos mais agressivos em tecnologias limpas.
Outro fator crítico é a limitação de caixa das empresas, agravada pelo aumento expressivo nos custos dos projetos de descarbonização. A pesquisa indica que 75% das empresas relataram uma alta de pelo menos 5% nos custos nos últimos 12 meses.
Esses entraves têm levado as empresas a moderar seus planos de descarbonização, mesmo diante da urgência climática.
A previsão média para o pico de consumo de petróleo foi adiada para 2038, o que reforça a dependência contínua de combustíveis fósseis no mix energético global.
Impacto da inteligência artificial na demanda energética
O impacto da inteligência artificial (IA) na demanda energética é um fator crescente de preocupação para as empresas do setor. Com o aumento do uso de IA e data centers, a demanda global por energia está se expandindo rapidamente.
Segundo a pesquisa, quase metade dos executivos planeja investir em tecnologias digitais para otimizar operações, o que, por sua vez, eleva o consumo energético.
A Bain & Company estima que o consumo dos data centers pode mais que dobrar até 2027, representando 2,6% da eletricidade mundial.
Para atender a essa demanda crescente, serão necessários investimentos superiores a US$ 2 trilhões. As empresas estão considerando aumentar a capacidade de energia renovável, prolongar a vida útil de ativos existentes e expandir a energia térmica a gás natural.
