Zoneamento Agrícola de Risco Climático avança com projeto-piloto

O projeto-piloto Zoneamento Agrícola de Risco Climático no Paraná visa aprimorar o seguro rural para soja, oferecendo subvenções de até 35% com base em níveis de manejo. Para participar, os produtores devem fornecer dados à Embrapa para classificação, com o objetivo de incentivar boas práticas agrícolas e melhorar a segurança financeira contra riscos climáticos.

O seguro rural está sendo ampliado no Paraná através de um projeto-piloto do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Este projeto oferece um aumento na subvenção para produtores de soja, dependendo do nível de manejo adotado. Especialistas acreditam que essa iniciativa pode beneficiar significativamente os agricultores locais.

Detalhes do Projeto-piloto ZARC

O projeto-piloto do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) foi aprovado pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, visando aprimorar a subvenção do seguro rural para a cultura da soja.

A iniciativa é pioneira no estado do Paraná, onde produtores poderão acessar novos níveis de subvenção baseados em práticas de manejo agrícola.

Este projeto estabelece quatro níveis de manejo (NM), que determinam o percentual de subvenção que o produtor pode receber. Os níveis variam de 20% a 35%, com o NM1 oferecendo o menor percentual e o NM4 o maior.

A intenção é incentivar melhores práticas agrícolas e gestão de riscos climáticos, promovendo um ambiente agrícola mais resiliente.

Além disso, o projeto está limitado a apólices contratadas em 2025 e conta com um orçamento de R$ 8 milhões, proveniente do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Este modelo experimental busca testar a eficácia do ZARC em melhorar a segurança financeira dos produtores e a sustentabilidade da produção agrícola no Paraná.

Regras de participação e classificação

Para participar do projeto-piloto ZARC, os produtores de soja no Paraná devem seguir regras específicas de participação e classificação.

A classificação das áreas agrícolas é baseada em dados sobre o solo e no histórico de práticas agrícolas adotadas, avaliando o risco de cada área em função das boas práticas de manejo.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é a responsável por classificar as áreas em quatro categorias de Nível de Manejo (NM1 a NM4).

Os produtores interessados devem enviar à Embrapa informações como Cadastro Ambiental Rural (CAR), CPF, polígono da gleba, cultivos realizados nos últimos três anos, e resultados de análises de solo e indicadores de sensoriamento remoto.

Esses dados devem ser processados por empresas ou instituições especializadas antes de serem enviados. Após a classificação, o produtor pode procurar uma seguradora para contratar o seguro rural, apresentando os dados fornecidos pela Embrapa.

As regras gerais serão divulgadas em uma Instrução Normativa, ainda sem data de publicação, que estabelecerá os critérios técnicos, prazos e procedimentos formais para adesão ao projeto.

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