Em resposta a obstrução no Congresso, os líderes Alcolumbre e Hugo convocaram uma reunião para discutir e desbloquear os trabalhos legislativos, buscando soluções para as demandas apresentadas.
Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente, convocaram lideranças partidárias para uma reunião nesta quarta-feira (6), em resposta aos protestos da oposição que paralisaram o funcionamento do Congresso. A medida visa destravar os trabalhos legislativos.
Protestos no Congresso e suas consequências
Uma cena incomum tomou conta dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal na última terça-feira (5).
Parlamentares da oposição interromperam os trabalhos legislativos ao ocuparem fisicamente as mesas das duas Casas, em um protesto contra a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com fitas adesivas sobre as bocas, os congressistas se manifestaram contra o que chamaram de cerceamento à liberdade de expressão, sugerindo que o Judiciário estaria promovendo censura.
A ação coordenada gerou uma paralisação temporária das sessões, enquanto líderes buscavam meios de contornar o impasse.
Reação do Congresso
A ocupação imediata dos plenários provocou reações firmes por parte das presidências da Câmara e do Senado.
Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, mesmo em viagem oficial a João Pessoa, determinou a suspensão da sessão plenária.
Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou de forma emergencial uma reunião com os líderes partidários para esta quarta-feira (6), antecipando o encontro inicialmente previsto para quinta.
Alcolumbre criticou duramente o gesto dos parlamentares oposicionistas, classificando-o como uma “ação unilateral que desrespeita as instituições”.
Segundo ele, o momento exige serenidade e disposição para o diálogo, especialmente diante de uma crise institucional sensível.
Pauta dos manifestantes
O ato político teve como motivações centrais a decisão judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e a insatisfação com a condução de processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Os parlamentares pedem que seja apreciado um projeto de anistia para os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, além de defenderem o avanço de um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Nos bastidores, aliados do governo classificaram o protesto como uma tentativa de gerar instabilidade institucional e tensionar ainda mais a relação entre os Poderes.
Já entre os manifestantes, o discurso é de que há um desequilíbrio no sistema democrático e que o Congresso precisa reagir.
