Governo Federal suspende criação de aves ao ar livre sem proteção

A suspensão da criação de aves ao ar livre sem tela de proteção é uma medida adotada para prevenir a disseminação da influenza aviária H5N1, o que pode afetar negativamente a produção e exportação de frangos no país.

A suspensão da criação de aves ao ar livre sem tela de proteção é uma medida preventiva adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para mitigar o risco da influenza aviária H5N1. A decisão está detalhada na Portaria n.º 782, publicada no Diário Oficial da União.

Medidas de Biosseguridade Reforçadas

O reforço nas medidas de biosseguridade é uma resposta direta ao risco de disseminação da influenza aviária H5N1, especialmente no Paraná, maior produtor e exportador de frangos do Brasil.

A Portaria n.º 782 exige que as aves sejam mantidas em locais com telas de proteção superior para evitar o contato com aves silvestres, que podem ser portadoras do vírus.

Além disso, eventos que envolvem aglomeração de aves, como exposições e feiras, só serão permitidos com autorização do Serviço Veterinário Estadual.

Essa autorização depende de uma avaliação epidemiológica e da apresentação de um plano de biosseguridade pelos organizadores, detalhando medidas preventivas e de controle.

No litoral paranaense, onde há maior fluxo de aves migratórias, a Adapar intensificou o monitoramento das propriedades avícolas e colabora com o Centro de Estudos Marinhos da UFPR para mitigar riscos.

Essas ações são essenciais para proteger a avicultura nacional e garantir a continuidade das exportações, que são vitais para a economia do estado.

Impacto na Produção e Exportação de Frangos

O impacto na produção e exportação de frangos devido à suspensão da criação ao ar livre sem proteção superior é significativo, especialmente para o Paraná, responsável por 34,2% da produção nacional de frangos.

A medida visa proteger a indústria avícola brasileira de surtos de influenza aviária H5N1, que podem comprometer a saúde das aves e a segurança alimentar.

Em 2024, o Paraná abateu 2,2 bilhões de frangos e exportou 2,171 milhões de toneladas de carne de frango, gerando uma receita de US$ 4 bilhões.

A proteção contra a doença é crucial para manter esses números e garantir que as exportações não sejam interrompidas por restrições sanitárias internacionais.

A recente aprovação do Certificado Sanitário Internacional (CSI) pelo Japão, que limita as restrições de exportação apenas aos municípios com focos detectados, é um passo importante para minimizar o impacto econômico em casos de surto.

Assim, a implementação rigorosa das medidas de biosseguridade é essencial para preservar a competitividade do Paraná no mercado global de carne de frango.

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