Anvisa aprova medicamento para menopausa em uma decisão que traz ao Brasil uma nova abordagem para sintomas que afetam o sono, a rotina e o bem-estar de mulheres nessa fase.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o fezolinetanto, medicamento não hormonal indicado para o tratamento de ondas de calor e suores noturnos associados à menopausa. Vendido com o nome Veoza e desenvolvido pela Astellas Farma, o remédio amplia as alternativas para mulheres que enfrentam sintomas moderados a intensos e não podem recorrer à terapia de reposição hormonal.
Anvisa aprova novo tratamento não hormonal para a menopausa
A Anvisa aprovou o fezolinetanto, vendido com o nome Veoza, para tratar ondas de calor e suores noturnos associados à menopausa.
O medicamento foi desenvolvido pela Astellas Farma e chega como uma alternativa não hormonal para mulheres que não podem usar reposição hormonal.
A terapia será administrada em comprimido diário e amplia as opções de cuidado para sintomas que podem interferir no sono, na rotina e no bem-estar.
O tratamento atua no centro de controle de temperatura do cérebro, ajudando a reduzir a frequência e a intensidade dos episódios de calor.
A aprovação do fezolinetanto foi baseada em três estudos clínicos de Fase 3, realizados com mais de três mil participantes na Europa, Estados Unidos e Canadá.
Os resultados indicaram segurança e eficácia no curto e no longo prazo, além de melhora na qualidade de vida e no sono.
Segundo os dados apresentados, os efeitos do medicamento puderam ser percebidos já no primeiro dia de tratamento pelas mulheres avaliadas.
A nova opção reforça a importância de ampliar alternativas terapêuticas para pacientes que enfrentam sintomas moderados a intensos durante a menopausa.
Menopausa afeta rotina pessoal e profissional
A menopausa tem ganhado mais espaço nas discussões sobre saúde e trabalho, especialmente por afetar a rotina de mulheres em uma fase marcada por mudanças hormonais, físicas e emocionais.
Sintomas como ondas de calor, insônia, cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração podem interferir na vida pessoal, nos relacionamentos e na disposição para atividades diárias.
No ambiente profissional, esses efeitos também podem comprometer produtividade, bem-estar e confiança, principalmente quando o tema ainda é tratado com silêncio ou constrangimento.
Especialistas defendem que informação, acompanhamento médico e hábitos saudáveis ajudam a reduzir impactos, enquanto empresas podem contribuir com políticas de acolhimento e maior flexibilidade.
Medidas simples, como pausas, ambientes ventilados, diálogo respeitoso e programas de saúde, podem tornar o trabalho mais inclusivo para profissionais que passam pela menopausa.
O avanço do debate mostra que a menopausa deixou de ser apenas uma questão individual e passou a integrar discussões sobre saúde feminina, qualidade de vida e permanência no mercado de trabalho.
