A empresa de tecnologia médica Stryker foi alvo de um ciberataque reivindicado por um grupo de hackers ligado ao Irã. Segundo os responsáveis pela invasão, milhares de sistemas foram destruídos e grandes volumes de dados foram extraídos.
Um grupo de hackers ligado ao Irã reivindicou um ciberataque contra a empresa estadunidense de tecnologia médica Stryker, uma das maiores fabricantes de equipamentos hospitalares do mundo. A ofensiva teria destruído milhares de sistemas e resultado na extração de grandes volumes de dados. O ataque ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã.
Repercussões e ameaças do grupo Handala
O grupo hacker Handala, associado ao Irã, reivindicou um ciberataque contra a empresa americana de tecnologia médica Stryker, que teria destruído mais de 200 mil sistemas e extraído cerca de 50 terabytes de dados, segundo comunicado divulgado pelos próprios invasores.
Os hackers afirmaram que a ação foi uma resposta ao que chamaram de “ataque brutal à escola de Minab”, no Irã, episódio que teria deixado cerca de 150 mortos.
O grupo declarou ainda que os dados obtidos estariam “nas mãos dos povos livres do mundo” e ameaçou novos ataques, afirmando que este seria “apenas o começo de um novo capítulo na guerra cibernética”.
A Stryker confirmou que sofreu interrupção global em seus sistemas baseados na Microsoft, com dispositivos Windows e aparelhos conectados à rede sendo apagados remotamente. A empresa informou, porém, que não há indícios de ransomware ou malware e que o incidente estaria sob controle.
Com sede em Kalamazoo, nos Estados Unidos, a Stryker atua em 79 países, possui cerca de 56 mil funcionários e produz equipamentos médicos como implantes ortopédicos, instrumentos cirúrgicos e sistemas de cirurgia robótica.
