O Fundo Florestas Tropicais para Sempre tem como objetivo proteger as florestas tropicais com o apoio do Banco Mundial, promovendo uma governança transparente e atraindo investimentos globais significativos para a conservação ambiental.
O Banco Mundial foi designado para assumir a gestão e o papel de anfitrião interino do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), uma iniciativa internacional sob liderança do Brasil que busca impulsionar o financiamento sustentável voltado à proteção das florestas tropicais.
Brasil lidera iniciativa global com apoio do Banco Mundial
O Banco Mundial foi confirmado como administrador e anfitrião interino do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa global liderada pelo Brasil.
A decisão, aprovada pelo conselho diretor da instituição, marca um avanço na implementação do fundo, criado para garantir financiamento contínuo e baseado em desempenho às ações de conservação ambiental.
Como responsável pela gestão financeira e pela supervisão fiduciária do TFFF, o Banco Mundial atuará como trustee, assegurando que os recursos sejam aplicados com transparência e responsabilidade.
A instituição também hospedará, de forma interina, o Secretariado do Fundo, até que uma sede permanente seja definida.
Essa estrutura provisória permitirá o início das operações e reforçará a credibilidade internacional do projeto, atraindo novos países e investidores.
O TFFF foi desenhado com uma governança inclusiva e equilibrada, composta por um Conselho Diretor de 18 países, que reúne nações com florestas tropicais e países financiadores.
Além disso, um conselho consultivo de povos indígenas e comunidades locais e um painel técnico e científico oferecerão contribuições estratégicas e baseadas em evidências para garantir que as ações do fundo sejam sustentáveis e eficazes.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o fundo busca mobilizar cerca de US$ 4 bilhões por ano para a conservação das florestas, quase triplicando o volume atual de recursos internacionais destinados ao tema.
O modelo se diferencia por adotar uma lógica de investimentos e rendimentos sustentáveis, e não de doações, utilizando uma carteira diversificada de ativos de renda fixa cujos lucros financiarão países que cumprirem metas de preservação.
Anunciado durante a COP28, em Dubai, o TFFF é uma das principais propostas do Brasil para ampliar o financiamento climático global. O governo brasileiro comprometeu-se a aportar US$ 1 bilhão no fundo, condicionado à adesão de outras nações.
A iniciativa reforça o papel de liderança do Brasil na agenda ambiental internacional e simboliza um novo modelo de cooperação entre economias emergentes, filantropias e instituições multilaterais para garantir a proteção duradoura das florestas tropicais.
