Captura de carbono na Amazônia está em risco

A captura de carbono na Amazônia enfrenta sérios riscos devido ao desmatamento, sendo as terras indígenas e áreas protegidas essenciais para combater as mudanças climáticas. É fundamental implementar políticas sustentáveis para preservar a floresta e reduzir as emissões de carbono no futuro.

A captura de carbono na Amazônia está ameaçada pelo desmatamento. Estudos recentes da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) indicam que, sem controle, a região pode deixar de capturar bilhões de toneladas até 2030, impactando o aquecimento global.

Queda na capacidade de absorção de carbono da Amazônia

O estudo da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) apresenta projeções distintas para o futuro da Amazônia, baseadas no nível de atuação governamental na proteção ambiental.

A análise mostra que, sem controle efetivo sobre o desmatamento, a floresta perderia parte significativa de sua capacidade de capturar carbono.

Nesse cenário mais crítico, o volume absorvido cairia para cerca de 82,2 bilhões de toneladas até 2030, em comparação às mais de 85 bilhões registradas em 2023, uma redução estimada em 3,5%.

Essa situação seria agravada pela expansão de atividades agropecuárias, de mineração e infraestrutura, resultando em degradação florestal acelerada.

Em um panorama intermediário, com políticas ambientais enfraquecidas, a Amazônia passaria por uma conversão acentuada de florestas em áreas agrícolas e urbanas, ocasionando uma redução de 2,7% nas reservas de carbono até o fim da década.

Já o cenário mais favorável, que pressupõe a manutenção das atuais políticas de conservação, ainda indicaria perda, de cerca de 1,1 bilhão de toneladas de carbono, o equivalente a 2% de redução em relação a 2023.

Diante desses resultados, o estudo alerta para a necessidade urgente de ações consistentes de proteção ambiental.

A RAISG recomenda a integração de conhecimento científico e saberes tradicionais na formulação de políticas públicas, priorizando o combate ao desmatamento, às queimadas e às atividades ilegais.

A criação de marcos regulatórios mais rígidos e o fortalecimento das políticas de fiscalização também são apontados como medidas essenciais para conter a degradação.

O relatório ainda destaca a importância das comunidades locais e indígenas na conservação do bioma, defendendo investimentos em tecnologias limpas e práticas agroecológicas que conciliem preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

Para os pesquisadores, somente a combinação entre governança, inovação e inclusão social poderá garantir um futuro sustentável para a Amazônia e sua contribuição ao equilíbrio climático global.

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