Países pedem retirada da COP30 de Belém por preços extorsivos de hotéis

Preços extorsivos de hotéis em Belém estão gerando protestos internacionais e preocupações em relação à COP30, levando à necessidade de ações emergenciais para assegurar acomodações acessíveis aos participantes do evento.

Os preços extorsivos cobrados por hotéis em Belém para hospedagens durante a COP30 geraram protestos de países que consideram inviável a participação no evento devido aos custos elevados. A situação ameaça a realização da conferência na cidade.

Pressão internacional por mudança de sede

A pressão internacional para a mudança de sede da COP30 de Belém intensificou-se devido aos preços elevados das acomodações.

Países em desenvolvimento, principalmente, manifestaram insatisfação com os custos, que consideram inviáveis para suas delegações.

Durante uma reunião com a Associação de Correspondentes Estrangeiros, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, destacou que a revolta é especialmente forte entre os países em desenvolvimento, que alegam não poder arcar com as despesas.

O embaixador Corrêa do Lago revelou que a situação chegou a um ponto crítico após declarações do negociador africano Richard Muyungi à Reuters, nas quais foi mencionado que países solicitaram oficialmente a transferência da conferência para outra cidade.

Além disso, a situação gerou um mal-estar diplomático, com países tanto ricos quanto pobres expressando a necessidade de reavaliar sua participação devido aos custos elevados.

A multiplicação das tarifas hoteleiras em até 15 vezes foi um dos fatores que mais contribuíram para a insatisfação geral.

Medidas para contornar a crise de hospedagem

Para contornar a crise de hospedagem durante a COP30 em Belém, o governo brasileiro tem adotado medidas emergenciais.

Uma das principais ações foi a contratação de dois navios de cruzeiro, que oferecerão 6 mil leitos adicionais para os participantes do evento.

Além disso, o governo abriu reservas para países em desenvolvimento, oferecendo acomodações a preços mais acessíveis, com diárias de até US$ 220.

No entanto, esse valor ainda está acima do auxílio-moradia fornecido pela ONU a algumas nações mais pobres, que é de US$ 149.

O embaixador André Corrêa do Lago destacou que a Casa Civil coordena um grupo de trabalho para tentar conter os preços abusivos, embora a legislação brasileira não permita a imposição de limites às tarifas hoteleiras.

Essas medidas visam garantir que todos os delegados tenham acesso a acomodações adequadas durante a conferência, minimizando o impacto dos preços elevados e assegurando a participação de todos os países interessados na COP30.

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