A FDA aprovou um corante azul natural derivado da fruta gardenia, que será utilizado como alternativa aos corantes artificiais, com o objetivo de promover uma alimentação mais saudável.
A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos aprovou um novo corante azul natural, derivado da fruta gardenia, para uso em alimentos e bebidas. Essa decisão marca um avanço na substituição de corantes artificiais por alternativas naturais, promovendo a saúde pública.
Aprovação do corante azul pela FDA
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou o uso de um novo corante alimentar azul de origem natural, extraído da fruta gardenia (Gardenia jasminoides), planta amplamente utilizada na medicina tradicional asiática.
A decisão marca um avanço para a indústria de alimentos e bebidas, que busca substituir aditivos sintéticos por alternativas mais seguras e naturais.
O pigmento é obtido por meio da genipina, um composto presente na polpa da gardenia. Para a produção do corante, a genipina reage com hidrolisado de proteína de soja, formando um tom azul intenso e estável.
Embora a soja seja um dos principais alérgenos alimentares, os desenvolvedores do corante solicitaram à FDA que o produto final fosse isento de alerta obrigatório no rótulo.
Segundo os testes apresentados, não há traços detectáveis de proteína de soja no corante final, o que reduziria o risco de reações alérgicas.
O novo aditivo poderá ser utilizado em chás prontos para consumo, bebidas esportivas, águas saborizadas, balas e confeitos.
A aprovação segue uma tendência crescente de adoção de ingredientes naturais na indústria, em resposta à demanda dos consumidores por produtos com menos aditivos artificiais.
Com essa autorização, os Estados Unidos passam a integrar a lista de países que permitem o uso comercial do chamado “gardenia blue”, expandindo o uso de corantes botânicos e abrindo caminho para futuras inovações com base em extratos vegetais.
