As unidades de conservação foram determinantes para a queda histórica do desmatamento na Amazônia em 2025. Dados do Imazon indicam que essas áreas registraram o menor nível de derrubada dos últimos 11 anos.
A Amazônia registrou avanços significativos na proteção florestal em 2025, com queda expressiva nos índices de desmatamento e degradação. Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostram que áreas protegidas, como unidades de conservação e terras indígenas, tiveram papel central na contenção da devastação, reforçando a importância dessas categorias para a preservação do bioma.
Unidades de conservação e terras indígenas puxam queda
A proteção territorial teve papel central na expressiva queda do desmatamento registrada na Amazônia em 2025.
Monitoramentos por satélite do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) indicam que as unidades de conservação alcançaram o menor nível de derrubada da floresta em mais de uma década.
Ao longo do ano, essas áreas somaram 166 km² de vegetação suprimida, resultado que representa uma redução de 38% em relação a 2024 e consolida uma trajetória consistente de queda.
O recuo observado em 2025 reforça a eficácia dessas unidades como instrumentos de proteção da floresta e de contenção do avanço do desmatamento, especialmente em regiões mais vulneráveis à ocupação ilegal.
As terras indígenas também se destacaram como pilares da preservação ambiental. Em 2025, a derrubada de floresta nesses territórios somou apenas 44 km², o menor volume registrado desde 2017.
O número representa uma queda de 20% em relação ao ano anterior e fez com que essas áreas respondessem por apenas 2% de todo o desmatamento da Amazônia no período.
Para especialistas, os dados evidenciam que a destinação de áreas para povos originários e unidades de conservação segue sendo uma das estratégias mais eficazes para frear a destruição florestal.
Amazônia mantém tendência de queda
Mesmo com um aumento pontual de 7% no desmatamento em dezembro, o acumulado anual da Amazônia fechou 2025 com redução de 27%, somando 2.741 km².
Este foi o terceiro ano consecutivo de queda nos alertas de desmatamento, sinalizando avanços no combate à devastação e maior proximidade da meta de desmatamento zero até 2030.
A degradação florestal também apresentou queda expressiva. Após um ano de queimadas recordes em 2024, a área degradada em 2025 recuou 88%, totalizando 4.419 km², o menor nível desde 2022.
No calendário do desmatamento 2025/2026, que considera o período de agosto a julho, a redução nos primeiros cinco meses chegou a 93%, indicando que a tendência de recuperação da floresta segue em curso.
