Um estudo recente indica que jogos para treinamento cerebral, especialmente os focados em velocidade, podem reduzir o risco de demência. A pesquisa destaca a importância do aprendizado implícito e traz orientações para quem deseja iniciar esse tipo de prática.
Jogos para exercitar o cérebro podem diminuir em 25% o risco de demência, segundo um estudo de longo prazo. A pesquisa analisou os efeitos do treinamento cognitivo em idosos e mostrou que atividades mentais estruturadas podem gerar mudanças duradouras no cérebro.
Descobertas do estudo sobre treino cerebral
Um estudo de longo prazo revelou que jogos para treinamento cerebral podem reduzir de forma significativa o risco de demência.
Publicado na revista Alzheimer’s & Dementia, o estudo acompanhou participantes por 20 anos e demonstrou que o treinamento cognitivo promove alterações duradouras na função cerebral.
Os participantes realizaram até 23 horas de um treinamento específico de velocidade ao longo de três anos. Aqueles que concluíram o programa apresentaram risco 25% menor de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência.
O estudo, chamado ACTIVE, foi financiado pelo National Institutes of Health e envolveu quase 3.000 pessoas com 65 anos ou mais.
Os resultados indicam que mesmo períodos moderados de estímulo mental podem ter efeitos prolongados, reforçando o papel dos jogos para exercitar o cérebro na prevenção de doenças neurodegenerativas.
Impacto do treino de velocidade no cérebro
O treino de velocidade apresentou impacto direto na capacidade cognitiva dos participantes. Esse modelo de jogos para treinamento cerebral foi desenvolvido para aumentar a rapidez e a precisão no processamento de informações visuais.
Durante as atividades, os participantes precisavam identificar objetos rapidamente na tela e tomar decisões em poucos segundos.
A dinâmica é semelhante à atenção necessária ao dirigir, quando é preciso reagir a estímulos visuais de forma ágil.
Os resultados indicam que esse tipo de prática estimula a neuroplasticidade, capacidade do cérebro de se adaptar e se reorganizar. Esse processo fortalece a resiliência cognitiva e pode contribuir para retardar o avanço da demência.
Diferenças entre aprendizado implícito e explícito
O estudo também comparou aprendizado implícito e explícito para explicar os resultados do treino de velocidade.
O aprendizado implícito ocorre de forma automática, como ao aprender a andar de bicicleta. Já o explícito envolve memorização consciente de informações.
Segundo os pesquisadores, o aprendizado implícito ativa áreas cerebrais diferentes e pode gerar mudanças mais duradouras. Após a consolidação dessas habilidades, os efeitos tendem a permanecer mesmo sem prática constante.
Especialistas apontam que jogos para exercitar o cérebro baseados em velocidade estimulam redes neurais amplas, fortalecendo a reserva cognitiva, que é a capacidade do cérebro de resistir aos impactos do envelhecimento e da demência.
