Os níveis de CO2, metano e óxido nitroso atingiram recordes em 2024, destacando a importância do monitoramento contínuo para compreender seu impacto no clima e desenvolver estratégias de mitigação eficazes.
Os níveis de dióxido de carbono (CO2) atingiram um novo recorde em 2024, segundo o Boletim de Gases de Efeito Estufa da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O aumento é atribuído a emissões humanas contínuas e incêndios florestais, além de uma absorção reduzida por ecossistemas terrestres e oceanos.
Recorde de calor enfraquece sumidouros e eleva CO2
A concentração média global de CO₂ chegou a 423,9 ppm em 2024, num cenário moldado por um El Niño forte e por recordes de calor.
O avanço reflete emissões humanas persistentes, incêndios florestais de grande escala e a perda de eficiência dos sumidouros naturais, já que oceanos mais quentes absorvem menos carbono e ecossistemas sob seca retêm menos CO₂.
Outros gases agravam o quadro. O metano alcançou 1.942 ppb em 2024, impulsionado por pântanos e por atividades humanas como pecuária, cultivo de arroz, exploração de combustíveis fósseis, aterros e queima de biomassa.
Por sua vez, o óxido nitroso ficou em 338,0 ppb, com influência de processos naturais e de ações humanas como uso de fertilizantes, indústria e queimadas.
Diante desse conjunto, ampliar o monitoramento e implementar cortes efetivos de emissões tornou-se um imperativo para conter os impactos climáticos já em curso.
Importância do monitoramento de gases de efeito estufa
O monitoramento sistemático de gases de efeito estufa é fundamental para entender seu impacto no clima global e desenvolver estratégias de mitigação.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) desempenha um papel crucial nesse processo, coordenando a observação e análise desses gases através do Programa Global Atmosphere Watch.
Os dados de medição de gases de efeito estufa são arquivados e distribuídos pelo Centro Mundial de Dados para Gases de Efeito Estufa, localizado na Agência Meteorológica do Japão.
Este monitoramento contínuo fornece informações científicas essenciais para conferências climáticas, como a COP 30, que busca intensificar as ações climáticas globais.
A expansão e o fortalecimento do monitoramento dos gases são críticos para identificar tendências, avaliar a eficácia das políticas de redução de emissões e entender os ciclos de feedback que aceleram o aquecimento global.
Compreender essas dinâmicas é vital para garantir a segurança climática e econômica das comunidades em todo o mundo.
