Ozivy entra na lista de medicamentos de referência da Anvisa

A chegada de uma nova semaglutida ao mercado brasileiro amplia a concorrência em um segmento marcado pelo aumento da procura por tratamentos relacionados ao diabetes e ao controle do peso.

A inclusão do Ozivy na Lista de Medicamentos de Referência ampliou a relevância da semaglutida produzida no Brasil dentro do mercado farmacêutico nacional. O reconhecimento permite que o medicamento fabricado pela EMS seja utilizado como parâmetro técnico para o desenvolvimento de futuras versões genéricas ou similares, enquanto a empresa enfrenta uma disputa judicial com a Novo Nordisk relacionada ao registro da marca.

Ozivy passa a integrar lista usada como parâmetro regulatório

A Anvisa incluiu o Ozivy na Lista de Medicamentos de Referência (LMR), relação utilizada para orientar comparações técnicas com futuros medicamentos genéricos e similares.

Com a atualização, o produto fabricado pela EMS passa a servir como parâmetro de qualidade, segurança e eficácia para laboratórios interessados em desenvolver alternativas com o mesmo princípio ativo.

A mudança não representa uma nova autorização sanitária para o Ozivy, mas reconhece o medicamento como referência oficial dentro dos procedimentos regulatórios adotados pela agência.

O produto utiliza semaglutida, substância também presente no Ozempic, que atua sobre o receptor GLP-1 e contribui para o controle glicêmico e o aumento da saciedade.

A apresentação incorporada à lista corresponde à solução injetável de semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL, conforme a atualização divulgada pela Anvisa.

A definição desse padrão permite que novos medicamentos sejam avaliados por critérios comparativos mais claros, reduzindo diferenças de desempenho e reforçando a proteção dos pacientes.

Novo Nordisk questiona marca Ozivy

A Novo Nordisk acionou judicialmente a EMS e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial para tentar invalidar o registro da marca Ozivy, concedido recentemente à farmacêutica brasileira.

A empresa dinamarquesa argumenta que a denominação apresenta semelhanças com Ozempic e Wegovy, produtos já associados ao tratamento de diabetes e obesidade, o que poderia provocar confusão entre consumidores e profissionais de saúde.

Além da disputa pelo nome, os medicamentos seguem enquadramentos regulatórios diferentes, apesar de utilizarem a semaglutida como substância ativa.

O Ozempic possui registro como medicamento biológico, categoria que exige de eventuais concorrentes estudos específicos de comparação para demonstrar qualidade, segurança e eficácia.

Já o Ozivy recebeu autorização como semaglutida sintética, classificada como análogo de um peptídeo biológico, o que estabelece outro percurso para aprovação e comercialização.

Esse enquadramento permite que o produto seja adotado como referência para futuras versões genéricas ou similares, com possíveis efeitos sobre a concorrência e a oferta de tratamentos no mercado brasileiro.

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