O Brasil se destacou como o país com maior perda de florestas tropicais, sendo os incêndios florestais e as atividades humanas as principais causas desse desmatamento alarmante.
Em 2024, países tropicais perderam 6,7 milhões de hectares de floresta primária, a maior perda já registrada. Incêndios florestais são o principal fator, com o Brasil concentrando 42% da perda.
Impacto dos incêndios florestais nos trópicos
Os incêndios florestais nos trópicos em 2024 resultaram em uma devastação sem precedentes, com a destruição de 18 campos de futebol por minuto.
Essa perda significativa foi publicada pela plataforma Global Forest Watch, que destacou o papel dos incêndios como o principal fator de destruição, superando o desmatamento tradicional.
Embora incêndios possam ocorrer naturalmente em alguns ecossistemas, nas florestas tropicais eles são, na maioria das vezes, causados por atividades humanas.
O aumento de cinco vezes na área queimada em 2024, em comparação com 2023, reflete a intensificação das ações humanas que levam a esses eventos.
Especialistas alertam que, além de destruir grandes áreas de floresta, os incêndios contribuem significativamente para a emissão de gases de efeito estufa, agravando as mudanças climáticas.
A emissão de 4,1 Gt de gases em 2024, quatro vezes mais do que no ano anterior, destaca a urgência de medidas para controlar esses incêndios.
Contribuição do Brasil na perda de florestas
O Brasil liderou a perda de florestas primárias nos trópicos em 2024, respondendo por 42% da destruição total. As principais causas identificadas incluem a agricultura industrial, a mineração e a exploração madeireira, que continuam a avançar sobre áreas intactas.
Além dessas atividades, os incêndios florestais no Brasil também contribuíram significativamente para a perda de vegetação, com uma emissão de gases de efeito estufa quatro vezes maior do que em 2023. Essa situação preocupa especialistas, que alertam para o impacto ambiental e climático dessas emissões.
Apesar dos esforços do governo brasileiro para implementar políticas socioambientais, como a demarcação de terras indígenas e a revogação de leis prejudiciais, a expansão agropecuária ainda representa uma ameaça constante à preservação dos biomas.
A Amazônia, em particular, sofreu um aumento de 110% na perda de vegetação de 2023 a 2024, destacando a gravidade do problema.
Fonte: Agência Brasil
