A peste negra ainda ocorre raramente nos Estados Unidos, sendo essencial tomar precauções para evitar roedores e tratar rapidamente os sintomas caso apareçam.
Um homem na Califórnia foi diagnosticado com peste negra após ser picado por uma pulga infectada. A doença, causada pela bactéria Yersinia pestis, ainda ocorre raramente nos Estados Unidos, mas pode ser tratada com antibióticos se detectada precocemente.
Autoridades reforçam cuidados contra a peste bubônica
Autoridades de saúde têm emitido alertas sobre a peste bubônica, também conhecida como peste negra, uma das doenças infecciosas mais antigas e letais da história.
Causada pela bactéria Yersinia pestis e transmitida principalmente pela picada de pulgas infectadas que vivem em roedores, a enfermidade pode atingir humanos e animais domésticos, exigindo atenção especial em áreas onde esses vetores são comuns.
Entre as recomendações preventivas estão evitar o contato direto com roedores silvestres, impedir que cães e gatos circulem próximos a tocas e manter cuidados redobrados durante atividades como caminhadas, acampamentos e trilhas em regiões de risco.
Especialistas explicam que os animais de estimação podem trazer pulgas contaminadas para dentro de casa, aumentando as chances de transmissão.
Os sintomas iniciais costumam aparecer dentro de duas semanas após a exposição e incluem febre, náusea, fadiga intensa e linfonodos inchados, marca característica da doença.
Em casos graves, a infecção pode evoluir e causar a morte de tecidos em extremidades como mãos e pés, que pode levar à amputação se não houver tratamento rápido.
Embora historicamente associada a grandes epidemias, a peste bubônica tem tratamento eficaz com antibióticos, desde que seja diagnosticada rapidamente.
Para reduzir os riscos, equipes de vigilância mantêm o monitoramento de populações de roedores, medida que permite identificar áreas vulneráveis e adotar estratégias preventivas.
A detecção precoce continua sendo fundamental para evitar complicações e garantir o controle de novos casos.
Histórico da peste negra nos Estados Unidos
A peste negra chegou aos Estados Unidos no início do século XX, trazida por navios infestados de ratos que partiram de áreas afetadas.
Desde então, a bactéria Yersinia pestis se espalhou de ratos urbanos para roedores rurais, estabelecendo-se em várias regiões do Oeste, incluindo a Califórnia.
As primeiras epidemias ocorreram em cidades portuárias, sendo a última registrada em Los Angeles entre 1924 e 1925. Atualmente, a doença é rara, com menos de 10 casos anuais nos EUA desde 2000.
No condado de El Dorado, o caso humano mais recente antes do atual foi confirmado em 2020, com exposição na área de South Lake Tahoe.
Além disso, em 2015, duas pessoas foram diagnosticadas após contato com roedores infectados ou suas pulgas no Parque Nacional de Yosemite. Todos os casos foram tratados com sucesso.
Esses foram os primeiros casos humanos no estado desde 2006, demonstrando que, embora rara, a peste ainda representa um risco em algumas áreas.
