O Plano de Ação em Saúde de Belém, apresentado na COP30, visa abordar os impactos das mudanças climáticas na saúde global, enfatizando a vigilância, a formulação de políticas baseadas em evidências e a inovação, além de promover a justiça climática e a colaboração internacional.
O Ministério da Saúde do Brasil lançou o Plano de Ação em Saúde de Belém durante a COP30, destacando a adaptação climática para a saúde global. Este plano, pioneiro em seu enfoque, visa preparar sistemas de saúde para os desafios climáticos, especialmente para populações vulneráveis.
Linhas de ação do Plano de Belém
O Plano de Ação em Saúde de Belém estabelece um conjunto integrado de medidas para enfrentar os impactos das mudanças climáticas na saúde global, orientado por princípios de equidade, justiça climática e participação social.
A proposta reúne esforços para fortalecer a resiliência dos sistemas de saúde por meio de vigilância climática, fortalecimento de capacidades e inovação tecnológica.
O primeiro eixo prevê a ampliação de sistemas de monitoramento capazes de identificar eventos extremos e mudanças graduais, oferecendo informações em tempo real para respostas rápidas.
Já o segundo busca aprimorar políticas públicas e capacitações em âmbito nacional e local, com uma abordagem multidisciplinar que assegura a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e outros grupos estratégicos.
Por sua vez, o terceiro eixo incentiva o desenvolvimento e a disseminação de tecnologias inovadoras e soluções digitais que tornem a infraestrutura de saúde mais preparada para lidar com os efeitos do clima.
A execução dessas ações será acompanhada por mecanismos globais de monitoramento, coordenados em parceria com a Aliança para Ação Transformadora em Clima e Saúde e supervisionados pela OMS, garantindo transparência e adaptação contínua das estratégias.
