O Brasil está retomando a produção nacional de insulina, com foco na insulina glargina, o que fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS) e promove a autonomia do setor farmacêutico.
A produção de insulina no Brasil foi retomada após duas décadas, com a entrega do primeiro lote pela fábrica da Biomm em Minas Gerais. O retorno desse medicamento essencial ao território brasileiro representa um avanço importante para o SUS, fortalecendo a autonomia na cadeia de saúde e garantindo maior segurança no abastecimento para pacientes com diabetes.
Produção nacional de insulina glargina
O Brasil deu início à produção local de insulina glargina, um passo relevante no fortalecimento da infraestrutura farmacêutica nacional voltada ao tratamento do diabetes.
A iniciativa tem como objetivo garantir o fornecimento do medicamento à rede pública e reforçar a capacidade do país de produzir insulinas modernas em larga escala.
A fabricação está sendo viabilizada por meio de uma colaboração entre Bio-Manguinhos (Fiocruz), a empresa Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee, dentro do escopo de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) aprovada em 2025 pelo Ministério da Saúde.
O projeto prevê a entrega de até 20 milhões de frascos, destinados ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
A insulina glargina é uma formulação de longa duração indicada para o controle glicêmico em pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, sendo fundamental para garantir qualidade de vida e evitar complicações da doença.
A produção nacional ajuda a assegurar estoques regulares, com menores riscos de desabastecimento e mais previsibilidade logística.
