O projeto RAIZ visa recuperar áreas degradadas, promovendo a sustentabilidade e a segurança alimentar em uma abordagem global.
O Brasil apresentará a RAIZ na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), uma iniciativa global para recuperação de áreas agrícolas degradadas, liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em parceria com a FAO.
Brasil apresentará estratégia climática na COP30
O Brasil apresentará na COP30 o Projeto RAIZ, uma iniciativa ambiciosa voltada à recuperação de áreas degradadas e ao fortalecimento da sustentabilidade global.
O programa tem como meta mobilizar recursos financeiros e tecnológicos para restaurar ecossistemas afetados, promover a segurança alimentar e reduzir os impactos da crise climática.
A proposta brasileira busca unir esforços internacionais em torno de soluções práticas para combater a degradação de terras e florestas, que já afeta 3,2 bilhões de pessoas em todo o mundo e compromete 2 bilhões de hectares, segundo estimativas da ONU.
O Projeto RAIZ se propõe a enfrentar essa crise com base em três eixos: restauração de paisagens, compartilhamento de tecnologias sustentáveis e fortalecimento da cooperação internacional entre países tropicais.
O Brasil, que possui uma das maiores biodiversidades do planeta, tem experiência prática no tema e leva à COP30 exemplos concretos de programas já em andamento e alinhados à proposta do RAIZ.
Um deles é o Solo Vivo, implantado em Mato Grosso, que recupera áreas degradadas e apoia a agricultura familiar com tecnologias digitais e capacitação técnica.
Outro exemplo é o Caminho Verde Brasil, criado pelo Decreto nº 11.815/2023, que tem como meta recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas ou áreas de baixa produtividade em dez anos.
A iniciativa oferece crédito com juros reduzidos para produtores que adotem práticas agrícolas sustentáveis e se regularizem ambientalmente.
Com o Projeto RAIZ, o Brasil pretende consolidar sua liderança nas discussões sobre clima e sustentabilidade, posicionando-se como articulador global na recuperação ambiental e no desenvolvimento de soluções que conciliem produção, conservação e inclusão social.
A proposta simboliza um passo decisivo para transformar compromissos climáticos em ações concretas, com impacto direto sobre o futuro das florestas e das populações que delas dependem.
