Restauração florestal pode gerar até US$ 100 bi anuais

A restauração florestal em países tropicais pode gerar até US$ 100 bilhões anuais, trazendo benefícios significativos para as economias locais e contribuindo para a preservação do meio ambiente.

A restauração florestal em países com florestas tropicais tem o potencial de gerar receitas anuais de até US$ 100 bilhões, segundo estudos recentes. Esta prática não apenas beneficia o meio ambiente, mas também impulsiona a economia dessas nações.

Estudo evidencia papel da restauração florestal

A restauração de florestas tropicais pode movimentar até US$ 100 bilhões por ano em receitas para países com biomas tropicais, segundo estudo da Climate Policy Initiative (CPI) e da PUC-Rio.

O relatório aponta que a recuperação de áreas desmatadas pode transformar a luta contra as mudanças climáticas em uma oportunidade de crescimento econômico sustentável, especialmente para nações em desenvolvimento.

O estudo apresenta o Reversing Deforestation Mechanism (RDM), um modelo de incentivo financeiro que remunera países pela captura e armazenamento de carbono obtidos com a restauração florestal.

A proposta busca unir preservação ambiental e desenvolvimento econômico, ao promover investimentos de larga escala e fortalecer o papel das florestas na redução de emissões globais.

Novo mecanismo pode transformar economias tropicais

De acordo com o relatório, restaurar as áreas desmatadas desde 2001 poderia remover até 49 gigatoneladas de CO₂ da atmosfera, o equivalente a mais de um ano das emissões globais atuais.

Com o preço médio de US$ 50 por tonelada de carbono, cada hectare restaurado poderia gerar mais de US$ 5 mil em receita, criando uma nova fonte de renda sustentável para países com florestas tropicais.

O relatório abrange 91 países com 1,27 bilhão de hectares de florestas, que armazenam cerca de 593 gigatoneladas de carbono, e destaca o Brasil como peça central nessa transformação devido à sua vasta cobertura florestal.

Às vésperas da COP-30, que será sediada em Belém em 2025, o estudo reforça a importância da restauração como ferramenta estratégica para o desenvolvimento verde e a justiça climática global.

Com o RDM, a expectativa é impulsionar a geração de empregos verdes, atrair investimentos e fortalecer comunidades locais, consolidando um novo modelo econômico baseado em conservação e sustentabilidade.

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