BB e Natura ampliam sistemas agroflorestais com R$ 50 mi

O convênio de R$ 50 milhões entre o Banco do Brasil e a Natura tem como objetivo expandir sistemas agroflorestais na Amazônia, promovendo a sustentabilidade, a recuperação florestal e gerando benefícios econômicos para os agricultores da região.

O Banco do Brasil e a Natura firmaram um convênio de R$ 50 milhões para expandir sistemas agroflorestais, visando recuperação florestal e impacto positivo na Amazônia.

Convênio BB e Natura

O convênio entre o Banco do Brasil e a Natura representa um marco significativo para a sustentabilidade na região norte do Brasil.

Com um investimento de R$ 50 milhões, o projeto visa recuperar 12 mil hectares de floresta, promovendo práticas sustentáveis e beneficiando diretamente agricultores familiares.

A iniciativa busca potencializar os impactos climáticos e sociais positivos, trazendo inovação para a produção do óleo de palma.

Este óleo é amplamente utilizado em alimentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos e biocombustíveis, e a parceria busca torná-lo mais sustentável.

Além disso, o convênio visa o uso sustentável do solo e a conservação de recursos naturais, gerando e diversificando a renda dos agricultores.

O foco está na região da Amazônia Legal, especialmente em Tomé Açu, onde o Projeto SAF Dendê já opera desde 2008, integrando dendezeiros com cultivos como cacau, açaí, mandioca e pimenta.

O impacto econômico do convênio é notável, com potencial para gerar R$ 2 bilhões em financiamento. Este investimento não só apoia o desenvolvimento econômico local, mas também contribui para a resiliência climática e a melhoria da qualidade do solo, segundo estudos da Embrapa.

Benefícios dos sistemas agroflorestais

Os sistemas agroflorestais oferecem múltiplos benefícios que vão além da simples recuperação de áreas degradadas.

Eles promovem a integração de cultivos como dendezeiros, cacau, açaí, mandioca e pimenta, criando um ecossistema equilibrado e produtivo.

Um dos principais benefícios é o aumento da produtividade, já que a diversidade de cultivos melhora a saúde do solo e reduz a necessidade de insumos químicos.

Os sistemas agroflorestais também são essenciais para a segurança alimentar e a diversificação de renda dos agricultores familiares.

Ao cultivar diferentes espécies ao longo do ano, os agricultores podem aumentar sua renda em até 40% em comparação ao monocultivo, segundo o Banco do Brasil.

Outro benefício significativo é o sequestro de carbono. A integração de árvores e plantas perenes contribui para a absorção de CO2, ajudando a reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Isso é alinhado com o manejo agroecológico, que é crucial para a sustentabilidade a longo prazo.

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