Transição energética pode elevar o PIB da América do Sul em 1,1% ao ano

A transição energética na América do Sul é importante para o crescimento econômico e social da região, mas enfrenta desafios significativos relacionados a investimentos e infraestrutura.

A transição energética na América do Sul, destacada pelo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), promete impulsionar o crescimento econômico e a inovação, mas requer investimentos significativos, que podem aumentar seu crescimento do PIB em 1,1% ao ano até 2050. Atualmente, a região recebe apenas 2,5% do investimento global necessário.

Oportunidades econômicas e sociais da transição energética

A transição energética na América do Sul oferece oportunidades significativas para o crescimento econômico e a melhoria social.

Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), a região pode aumentar seu crescimento do PIB em 1,1% ao ano até 2050, criando mais de 12 milhões de empregos no setor de energia.

Francesco La Camera, Diretor-Geral da IRENA, destacou que a transição para as energias renováveis pode quase totalmente abastecer a América do Sul até 2050, desde que haja investimentos robustos em infraestrutura elétrica.

Isso inclui a eletrificação de residências, transportes e indústrias, além de fortalecer as cadeias de suprimento locais.

Além de impulsionar a economia, a transição energética traz benefícios sociais, como a redução da dependência de combustíveis fósseis, maior segurança energética e balanços comerciais mais saudáveis.

A criação de empregos de alta qualidade em tecnologias limpas e renováveis também é um ponto positivo, compensando a diminuição de vagas nos setores de petróleo e gás.

Com a adição de 23 GW de capacidade renovável em 2024, a América do Sul reforça sua posição como uma das regiões mais competitivas em termos de custo para energia renovável.

Isso demonstra o potencial da região para liderar a transição energética global, promovendo uma industrialização verde e o crescimento sustentável.

Desafios e investimentos necessários para a transição

A transição energética dos países da América do Sul enfrenta desafios significativos que exigem investimentos substanciais.

Atualmente, a região atrai apenas 2,5% do investimento global necessário para a transição, totalizando USD 58 bilhões em 2024. Para alcançar suas metas, é necessário aumentar esse valor para uma média de USD 500 bilhões anuais até 2050.

Um dos principais desafios é a necessidade de fortalecer a infraestrutura elétrica. Isso inclui o desenvolvimento de novas redes, capacidade de armazenamento e infraestrutura de backup para garantir a confiabilidade e a estabilidade do fornecimento de energia.

Investimentos em interconexões transfronteiriças e mercados regionais de serviços auxiliares são essenciais para aliviar a pressão sobre os sistemas domésticos.

Além disso, a expansão da capacidade renovável requer a adição de até 55 GW anualmente, mais que o dobro do ritmo atual.

A energia solar e eólica lideram essa expansão, mas demandam estratégias coordenadas para o desenvolvimento de cadeias de suprimento e mercados integrados de eletricidade.

Para maximizar o potencial da transição, a IRENA propõe ações regionais focadas em melhorar a interconexão das redes, desenvolver mercados integrados de eletricidade e adotar estratégias para o hidrogênio verde e biocombustíveis sustentáveis.

Tais medidas são cruciais para superar os desafios e garantir que a transição energética traga benefícios econômicos e sociais duradouros.

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