Vazamento de petróleo interrompe abastecimento de água no Equador

O vazamento de petróleo teve origem em uma fissura no Sistema do Oleoduto Transequatoriano, estrutura estratégica para o transporte de óleo no Equador.

A contaminação de um curso d’água por petróleo obrigou autoridades da província de Esmeraldas, no Equador, a suspender parte do abastecimento destinado à população. O episódio ganhou dimensão pública porque o rio atingido se conecta ao sistema usado pela planta de San Mateo, responsável pelo fornecimento de água para diferentes localidades.

Vazamento alcança rio ligado à captação

O episódio começou após uma fissura no Sistema do Oleoduto Transequatoriano permitir a saída de petróleo em Esmeraldas, segundo informações divulgadas pela estatal Petroecuador.

O produto alcançou o rio Cupa e avançou por um curso d’água conectado à estrutura utilizada pela planta de San Mateo para captar água.

Diante do risco de contaminação da rede destinada aos consumidores, as autoridades suspenderam temporariamente a captação antes que a água afetada entrasse no processo de tratamento.

Quinindé e Esmeraldas também recomendaram que os moradores armazenassem água enquanto técnicos avaliavam as condições necessárias para restabelecer o serviço com segurança.

A interrupção transformou uma ocorrência na infraestrutura petrolífera em um problema imediato para o abastecimento público, pois a planta atende diferentes localidades da província.

Imagens divulgadas por veículos locais mostraram petróleo espalhado pela superfície do rio, enquanto a extensão total da contaminação ainda permanecia sob avaliação.

SOTE já esteve envolvido em outro acidente

O Sistema do Oleoduto Transequatoriano possui capacidade para transportar até 360 mil barris por dia entre as áreas produtoras da Amazônia equatoriana e a região portuária de Esmeraldas.

A estrutura integra uma das duas principais rotas usadas pelo país para deslocar sua produção de petróleo até os pontos de exportação no litoral.

No ano anterior, outra ruptura no mesmo sistema provocou o vazamento de aproximadamente 25 mil barris também na província de Esmeraldas.

A ocorrência ficou entre os acidentes petrolíferos mais relevantes dos últimos anos no país e igualmente provocou interrupção no abastecimento de água da capital provincial.

A repetição de episódios com efeito sobre recursos hídricos amplia a atenção sobre a segurança operacional do oleoduto e sobre a proteção das estruturas utilizadas pela população.

No caso atual, porém, o volume derramado ainda não foi informado, o que impede uma comparação precisa entre a dimensão dos dois acidentes.

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