Chip sub-1 nm surge como aposta da IBM para atender à demanda crescente por processamento em inteligência artificial, computação em nuvem e sistemas de alto desempenho.
A disputa global por chips menores e mais eficientes ganhou um novo capítulo com a apresentação da arquitetura Nanostack pela IBM. A tecnologia foi desenvolvida para superar limites tradicionais da miniaturização e pode entregar até 50% mais desempenho e 70% mais eficiência energética em comparação com os chips de 2 nanômetros da própria empresa.
IBM apresenta arquitetura Nanostack para chips
A IBM apresentou a arquitetura Nanostack como uma nova abordagem para o desenvolvimento de chips abaixo de 1 nanômetro, avançando sobre os limites tradicionais de miniaturização dos semicondutores.
A tecnologia utiliza uma estrutura tridimensional baseada em nanosheets, permitindo que transistores sejam empilhados verticalmente para ampliar a densidade de componentes dentro de uma área menor.
Esse modelo se diferencia por permitir combinações distintas de materiais em camadas separadas, o que abre caminho para ajustes específicos de desempenho e consumo em cada parte do chip.
Segundo os resultados experimentais, a tecnologia demonstrou viabilidade física por meio de integração CMOS com ligação dielétrica ultrafina e operação funcional de inversor CMOS.
A IBM também validou recursos de engenharia de canal duplo, etapa importante para mostrar que a arquitetura pode funcionar em condições compatíveis com aplicações reais de alto desempenho.
Com essa construção, a empresa busca criar chips mais compactos, eficientes e preparados para cargas computacionais avançadas, especialmente em áreas como inteligência artificial, nuvem e sistemas de grande escala.
Avanço pode ampliar desempenho e eficiência energética
A arquitetura Nanostack pode elevar em até 50% o desempenho e melhorar em até 70% a eficiência energética em comparação com os chips de 2 nanômetros desenvolvidos pela própria IBM.
A possibilidade de integrar quase 100 bilhões de transistores em um chip do tamanho de uma unha mostra o potencial da tecnologia para ampliar a capacidade de processamento sem aumentar proporcionalmente o consumo.
Esse avanço é relevante para aplicações de inteligência artificial generativa, comunicação, infraestrutura crítica e computação em nuvem, que exigem alta largura de banda e respostas cada vez mais rápidas.
A inovação também reforça a corrida global por semicondutores mais densos e eficientes, em um momento em que empresas e governos tratam chips avançados como ativos estratégicos.
Ao demonstrar a viabilidade do escalonamento abaixo de 1 nanômetro, a IBM aponta para uma nova etapa da indústria, com componentes cada vez mais próximos da escala atômica.
A empresa projeta que a tecnologia possa sustentar pelo menos mais uma década de avanços no setor e planeja incorporá-la à sua linha de produção nos próximos cinco anos.
