Um em cada quatro dólares gastos com IA é desperdiçado

Os gastos com IA podem crescer sem relação direta com produtividade quando as organizações não vinculam consumo a metas e indicadores claros.

A inteligência artificial ganhou espaço nos orçamentos corporativos, mas parte relevante desses recursos ainda é aplicada sem controle suficiente sobre custos e retorno. Um levantamento da Harness, com 700 líderes de FinOps e engenharia, mostra que 25% dos investimentos em IA são desperdiçados, enquanto muitas empresas ainda não conseguem identificar com rapidez onde surgem os principais excessos.

Empresas desperdiçam parte dos investimentos em IA

Um relatório da Harness aponta que aproximadamente 25% dos recursos destinados à inteligência artificial não geram retorno proporcional ao investimento realizado pelas empresas.

A perda está associada principalmente à expansão rápida de ferramentas, modelos e serviços contratados sem critérios unificados para acompanhar consumo, desempenho e necessidade real de cada área.

Infraestrutura computacional, modelos de fundação, assinaturas de software e serviços gerenciados formam uma estrutura de custos complexa, difícil de acompanhar por departamentos isolados.

Sem uma visão consolidada, equipes podem manter contratos redundantes, utilizar recursos acima da demanda ou demorar para identificar operações que consomem orçamento sem entregar resultados relevantes.

O problema também afeta o planejamento financeiro, pois despesas inesperadas podem comprometer projetos, reduzir margens e dificultar comparações entre diferentes aplicações de inteligência artificial.

Para reduzir essas perdas, empresas precisam relacionar cada gasto a objetivos claros, indicadores de desempenho e responsáveis capazes de revisar continuamente a utilidade dos recursos contratados.

Falta de governança dificulta controle dos gastos

Mais da metade das organizações analisadas não possui um profissional ou área diretamente responsável pela supervisão dos custos associados à inteligência artificial.

Essa ausência distribui decisões entre engenharia, equipes de plataforma e FinOps, o que pode fragmentar informações e reduzir a capacidade de reação diante de desvios orçamentários.

Apenas 20% das empresas conseguem localizar rapidamente a origem de aumentos inesperados nas despesas, sinal de que a visibilidade financeira ainda permanece limitada.

Quando cada equipe acompanha apenas uma parte do consumo, a organização perde capacidade para comparar fornecedores, identificar desperdícios e definir prioridades com base em dados consistentes.

A centralização das informações pode facilitar auditorias, alertas de custo e análises sobre quais aplicações justificam manutenção, expansão ou substituição por alternativas mais eficientes.

A integração desses dados aos fluxos de engenharia também permite que decisões técnicas considerem impacto financeiro desde o início, em vez de tratar o orçamento apenas após o aumento das despesas.

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