LinkedIn é alvo de ação na Áustria por supostas práticas irregulares no tratamento de dados de usuários. A iniciativa do grupo Noyb coloca em xeque a transparência da plataforma, especialmente em relação à venda de informações.
O LinkedIn está enfrentando uma ação legal na Áustria por supostamente vender dados de usuários sem consentimento, conforme relatado pelo grupo de proteção de dados Noyb. A plataforma, que pertence à Microsoft, é acusada de não atender a pedidos de acesso a informações e de ter práticas questionáveis de rastreamento de visitantes, levantando sérias preocupações sobre a privacidade dos usuários.
Queixa na Áustria contra LinkedIn
A organização austríaca de defesa da privacidade Noyb protocolou uma denúncia contra o LinkedIn junto à autoridade de proteção de dados da Áustria.
A iniciativa tem como base preocupações relacionadas ao uso e à comercialização de informações de usuários pela rede profissional, controlada pela Microsoft.
O caso foi motivado pela solicitação de um usuário que pede acesso integral aos seus dados pessoais, um direito assegurado pelo Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), em vigor na União Europeia.
De acordo com a entidade, a plataforma não estaria atendendo plenamente esse tipo de pedido, justificando a recusa com argumentos ligados à própria proteção de dados.
A crítica também se estende ao modelo de negócios do LinkedIn, que, ao mesmo tempo em que restringe o acesso a determinadas informações, oferece funcionalidades adicionais por meio de assinaturas pagas, como a possibilidade de visualizar quem acessou o perfil do usuário.
O advogado especializado em privacidade do Noyb, Martin Baumann, afirma que o acesso aos dados pessoais deve ser garantido de forma gratuita, conforme previsto na legislação europeia.
A organização ainda levanta dúvidas sobre a legalidade do monitoramento de visitantes nos perfis, destacando a ausência de consentimento explícito dos usuários para esse tipo de rastreamento.
Conhecido por sua atuação contra grandes empresas de tecnologia, o Noyb acumula um histórico de ações que já resultaram em investigações e sanções por parte de órgãos reguladores europeus.
