O Brasil se destaca na América Latina com os maiores salários em tecnologia, onde engenheiros e cientistas de dados recebem em média US$ 67 mil por ano. Contudo, existem grandes disparidades salariais entre gêneros, e 84% dos contratos são de freelancers.
Os salários em tecnologia no Brasil lideram a América Latina, segundo o relatório The State of Global Compensation 2025, da Deel. Engenheiros e cientistas de dados brasileiros recebem, em média, US$ 67 mil anuais, superando os valores do México e Argentina. Essa liderança reflete a crescente valorização de especialistas no setor.
Disparidade salarial em tecnologia
A disparidade salarial em tecnologia no Brasil é um tema que merece atenção. De acordo com o relatório da Deel, as diferenças salariais entre homens e mulheres são significativas, especialmente em áreas como engenharia e dados.
Por exemplo, mulheres nessas áreas ganham em média 29,5% menos que seus colegas homens, com uma diferença de US$ 26 mil anuais.
Essa desigualdade se reflete também em produtos e design, onde a diferença é de US$ 14 mil, e em vendas e marketing, com uma diferença de US$ 5 mil.
Essas disparidades não apenas afetam a equidade no ambiente de trabalho, mas também têm implicações na retenção de talentos e na competitividade das empresas.
Organizações que buscam atrair e reter talentos devem considerar políticas de remuneração equitativas para promover um ambiente mais inclusivo e justo.
Tendências de contratação no setor
As tendências de contratação no setor de tecnologia no Brasil estão em constante evolução, refletindo mudanças globais e necessidades locais.
De acordo com o relatório da Deel, 84% dos contratos em tecnologia no país são de freelancers, ou ICs (Independent Contractors), principalmente nas áreas de engenharia e dados.
Esse modelo de contratação oferece às empresas maior flexibilidade e redução de custos, mas também apresenta desafios, como a falta de direitos trabalhistas para esses profissionais.
Além disso, a participação acionária (equity) tem ganhado destaque como estratégia para atrair e reter talentos, especialmente em startups.
Essa abordagem permite que profissionais tenham uma participação societária na empresa, incentivando o alinhamento de interesses entre colaboradores e organizações.
