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acoplamentos tipo pino

O acoplamento de pino, comercialmente conhecido como acoplamento de pinos e buchas, é um elemento de transmissão de potência flexível que une dois eixos coaxiais por meio de pinos metálicos que atravessam buchas elastoméricas montadas entre dois flanges. Ele transmite torque enquanto absorve pequenos desalinhamentos e amortece choques e vibrações torcionais, sendo enquadrado como acoplamento flexível de uso geral pelas normas ISO 14691 e DIN 740. É uma das soluções mais econômicas para acionar bombas, ventiladores, compressores e redutores a partir de motores elétricos.

A especificação correta depende de variáveis técnicas que precisam ser levantadas juntas: o torque nominal e o torque máximo de pico da máquina, o fator de serviço conforme o tipo de carga (uniforme, com choque leve ou pesado), a rotação de trabalho em rpm, o diâmetro dos dois eixos com o respectivo rasgo de chaveta e o desalinhamento angular, paralelo e axial esperado na instalação. O material da bucha (borracha nitrílica/NBR ou poliuretano) e o material do corpo (ferro fundido GG25 ou alumínio) completam a seleção e definem rotação máxima, resistência química e inércia.

Por conectar partes girantes, o acoplamento é regulado pela NR-12, que exige proteção fixa ou móvel intertravada sobre o conjunto para impedir contato e projeção de fragmentos. O subdimensionamento do torque, o desalinhamento excessivo e buchas ressecadas levam ao cisalhamento dos pinos e à falha catastrófica em rotação; por isso o dimensionamento, o balanceamento (ISO 21940-11) e o alinhamento final devem ser conferidos por profissional habilitado, como engenheiro mecânico ou técnico de manutenção responsável, antes da liberação da máquina.

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acoplamentos tipo pino

Aviso de segurança. O acoplamento conecta partes girantes de máquinas e exige proteção fixa conforme a NR-12; a seleção de torque, o balanceamento e o alinhamento devem ser validados por profissional habilitado (engenheiro mecânico ou técnico responsável), pois subdimensionamento e desalinhamento causam ruptura e projeção de peças.

O que é e como funciona o acoplamento de pinos e buchas

O acoplamento é formado por dois cubos (flanges) fixados aos eixos por chaveta e parafuso de aperto; um dos cubos recebe pinos de aço, geralmente SAE 1045, e o outro aloja buchas elastoméricas que os pinos penetram. O torque é transmitido pelo contato pino-bucha, e o elastômero se deforma para acomodar desalinhamento e amortecer picos de carga. Por ser desmontável em campo, permite trocar buchas de desgaste sem remover os cubos do eixo, o que reduz o tempo de parada frente a modelos de peça única.

Tipos de acoplamento e quando escolher outra família flexível

O acoplamento de pino compete com outras famílias flexíveis, cada uma com um perfil de tolerância a desalinhamento, amortecimento e custo. A tabela abaixo compara os tipos mais cotados para ajudar na decisão antes de fechar o pedido. Em transmissões com correias e polias industriais o acoplamento entra no eixo do redutor; em acionamentos por redutores de rosca sem fim, ele une motor e entrada do redutor, situação clássica do modelo de pinos e buchas.

Tipo de acoplamentoDesalinhamento toleradoAmortecimento de choqueCusto relativoAplicação típica
Pinos e buchasAngular e paralelo baixosMédio (bucha elastomérica)BaixoBombas, ventiladores, redutores
Elástico de garras/estrelaAngular e paralelo baixosAlto (elemento em estrela)Baixo a médioServo, cargas com choque
Grade flexível (grid)Paralelo e axial médiosAltoMédioBritadores, transportadores
Engrenagem (dentado)Angular e axial altosBaixo (rígido torcional)AltoAlto torque, siderurgia
Fole/discos metálicosAngular e axial precisosNenhum (sem folga)AltoPosicionamento sem backlash

Como dimensionar: torque, fator de serviço e rotação

O dimensionamento parte do torque de projeto, que é o torque nominal da máquina multiplicado pelo fator de serviço. A regra prática: torque nominal (Nm) ≈ 9550 × potência (kW) ÷ rotação (rpm). Sobre esse valor aplica-se o fator de serviço conforme a característica da carga e as horas/dia de operação, e o acoplamento escolhido deve ter torque nominal de catálogo igual ou superior ao resultado, respeitando também a rotação máxima do tamanho e o diâmetro máximo de furo. Errar o fator de serviço é o desvio de especificação mais comum: dimensionar só pelo torque médio de uma bomba com choque pesado leva ao cisalhamento precoce dos pinos.

  • Carga uniforme (bomba centrífuga, ventilador): fator de serviço ~1,0 a 1,5.
  • Choque moderado (compressor de pistão, transportador): ~1,5 a 2,0.
  • Choque pesado (britador, moinho, prensa): ~2,0 a 3,0 ou mais.
  • Some incremento por operação contínua 24 h e por número elevado de partidas/hora.

Buchas elastoméricas: NBR, poliuretano e quando trocar

A bucha é o item de desgaste e a peça de reposição mais cotada da família. A borracha nitrílica (NBR) oferece bom amortecimento e resistência a óleo mineral a custo baixo, com faixa térmica usual de -30 °C a +80 °C. O poliuretano (PU) suporta mais torque por volume, resiste melhor à abrasão e a temperaturas um pouco mais altas, porém amortece menos vibração. O ponto de troca não é calendário: inspecione folga rotacional (backlash) crescente, ruído metálico na partida, pó preto de borracha ao redor do cubo e ovalização do furo da bucha. Buchas ressecadas ou esmagadas transferem o choque direto aos pinos e antecipam a ruptura.

Alinhamento, desalinhamento admissível e modos de falha

A flexibilidade do acoplamento acomoda desalinhamento residual, não substitui o alinhamento. Alinhar com relógio comparador ou, de preferência, alinhamento a laser reduz cargas radiais sobre mancais e prolonga a vida das buchas. Cada tamanho tem limites de desalinhamento angular (em graus), paralelo (em mm) e axial (jogo de face) informados no catálogo do fabricante; ultrapassá-los aquece a bucha e desgasta rolamentos. Em rotações acima de 3.000 rpm, exija balanceamento conforme a ISO 21940-11, pois desbalanceamento gera vibração que arruína buchas e vedações vizinhas. Os principais modos de falha são cisalhamento de pino por subdimensionamento, esmagamento de bucha por desalinhamento e afrouxamento de cubo por chaveta mal ajustada.

  • Desalinhamento paralelo excessivo: aquecimento e desgaste acelerado da bucha.
  • Desalinhamento angular: carga pulsante nos pinos e ruído cíclico.
  • Folga axial insuficiente (espaçamento entre cubos): empuxo sobre mancais.
  • Balanceamento fora de faixa: vibração que compromete retentores para alta temperatura próximos.

Segurança NR-12 e proteção do conjunto girante

O acoplamento é uma zona de perigo mecânico clássica: partes girantes expostas podem enroscar roupas e projetar pinos ou fragmentos de bucha em caso de ruptura. A NR-12 exige proteção fixa ou móvel intertravada cobrindo todo o conjunto, com abertura para inspeção sem exposição do operador. A guarda deve resistir ao impacto de uma eventual projeção e permanecer instalada durante a operação; sua remoção só em máquina bloqueada e desenergizada. Especificar o acoplamento junto com a proteção evita retrabalho e não conformidade em auditoria.

O que define o preço e checklist de cotação

O preço do acoplamento é movido pelo tamanho/torque, pelo material do corpo (alumínio é mais leve e caro por unidade que o ferro fundido GG25 em porte pequeno, mas o inverso ocorre em portes grandes), pelo material da bucha (poliuretano custa mais que NBR), pela usinagem do furo sob medida com rasgo de chaveta e pelo balanceamento fino, que encarece em alta rotação. Versões com espaçador (spacer) para bombas de processo custam mais, porém reduzem o tempo de manutenção. Para orçar com precisão em vários fornecedores de uma vez, reúna os dados abaixo.

  • Potência (kW/CV) e rotação (rpm) do acionamento.
  • Diâmetro dos dois eixos e dimensão do rasgo de chaveta.
  • Tipo de carga e horas de operação (para o fator de serviço).
  • Material da bucha desejado (NBR ou poliuretano) e temperatura ambiente.
  • Se precisa de versão com espaçador e a distância entre pontas de eixo (DBSE).
  • Norma/marca de referência a intercambiar e quantidade, incluindo buchas de reposição.

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Cotação simultânea de acoplamento de pinos e buchas comparando torque, furo e material da bucha em uma só busca.
  • Reposição de buchas elastoméricas avulsas sem trocar o acoplamento inteiro, informando modelo e quantidade de pinos.
  • Especificação de furo e rasgo de chaveta conforme AGMA 9002 para casar com o eixo existente.
  • Escolha entre bucha em NBR e poliuretano segundo temperatura, óleo e amortecimento exigido.
  • Versão com espaçador (spacer) para manutenção de bombas de processo sem desmontar mancais.
  • Fator de serviço aplicado por tipo de carga (bomba, britador, compressor) antes de fechar o pedido.
  • Checklist de balanceamento ISO 21940-11 para acoplamentos que operam acima de 3.000 rpm.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre acoplamento de pinos e buchas e acoplamento elástico de garras?

Ambos são flexíveis conforme a ISO 14691, mas o de pinos e buchas transmite torque pelo contato pino-elastômero e é mais econômico, enquanto o de garras/estrela comprime um elemento em estrela e amortece melhor choques. Para bombas e ventiladores o de pinos costuma bastar; para cargas com choque ou servo, avalie o elástico ou um sem folga.

Como calcular o torque para escolher o tamanho?

Use torque nominal (Nm) ≈ 9550 × potência (kW) ÷ rotação (rpm) e multiplique pelo fator de serviço do tipo de carga (1,0 a 3,0). O acoplamento de catálogo deve ter torque nominal igual ou maior que esse torque de projeto e respeitar a rotação máxima e o diâmetro de furo. Valide o cálculo com profissional habilitado.

Posso comprar só as buchas de reposição?

Sim. As buchas elastoméricas são a peça de desgaste e são vendidas avulsas por modelo e quantidade de pinos. Informe o tamanho do acoplamento, o material desejado (NBR ou poliuretano) e a quantidade para cotar apenas a reposição sem trocar os cubos.

NBR ou poliuretano: qual bucha escolher?

A NBR (nitrílica) resiste bem a óleo e amortece vibração a custo menor, com faixa usual de -30 °C a +80 °C. O poliuretano suporta mais torque e abrasão e temperaturas um pouco superiores, mas amortece menos. Escolha pela combinação de temperatura, presença de óleo e necessidade de absorver choque.

O acoplamento precisa de proteção pela NR-12?

Sim. Por ser conjunto girante exposto, a NR-12 exige proteção fixa ou móvel intertravada cobrindo o acoplamento, com abertura de inspeção segura. A guarda deve permanecer instalada em operação e só ser removida com a máquina bloqueada e desenergizada.

Qual folga (backlash) o acoplamento de pino admite?

Ele tem folga rotacional inerente ao elastômero, que aumenta com o desgaste da bucha. Para posicionamento preciso ou servo, o backlash pode ser inaceitável e indica-se acoplamento de fole ou discos metálicos, sem folga. Monitore o crescimento do backlash como sinal de troca de bucha.

Como especificar o furo e o rasgo de chaveta?

Informe os diâmetros dos dois eixos e a dimensão da chaveta; a usinagem segue tolerâncias como as da AGMA 9002 para furos e rasgos de flexíveis. O furo pode vir pré-furado para acabamento local ou usinado sob medida pelo fornecedor, o que afeta prazo e preço.

Quando usar a versão com espaçador (spacer)?

Em bombas de processo e conjuntos onde é preciso remover o rotor ou a vedação sem desmontar os mancais nem mover os eixos. O espaçador cria a distância entre pontas (DBSE) que libera esse espaço de manutenção; custa mais, mas reduz o tempo de parada.

É necessário balancear o acoplamento?

Para rotações elevadas (geralmente acima de 3.000 rpm) recomenda-se balanceamento conforme a ISO 21940-11, pois o desbalanceamento gera vibração que desgasta buchas, rolamentos e vedações. Em baixa rotação o balanceamento padrão de fábrica costuma ser suficiente.

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Página revisada pela equipe técnica de Transmissão de Potência da Soluções Industriais. Última revisão: 14 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ISO 14691, DIN 740, NR-12, AGMA 9002, ISO 21940-11.