Amazônia avança na recuperação ambiental com o Centro Capoeira
O Centro Capoeira atuará na restauração ecológica da Amazônia, unindo comunidades locais e ciência para combater as mudanças climáticas, restaurar ecossistemas degradados e recuperar funções essenciais, promovendo a resiliência e a sustentabilidade da região.
A Amazônia Legal terá um centro de pesquisas, o Capoeira, coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para recuperação de ecossistemas desmatados e degradados.
Laboratórios vivos como estratégia de inovação
Os laboratórios vivos serão uma estratégia inovadora adotada pelo Centro Capoeira para promover a restauração ecológica na Amazônia.
Esses espaços de experimentação e aprendizado coletivo serão baseados no conceito de inovação aberta, onde comunidades locais e pesquisadores colaborarão para desenvolver e validar práticas de restauração.
Localizados em três territórios amazônicos, os laboratórios vivos abrangerão a região de Santarém, o mosaico do Gurupi e o Nordeste Paraense.
Esses locais foram escolhidos devido às intensas transformações socioambientais que ocorreram ao longo do tempo e às parcerias já estabelecidas com comunidades locais.
Nesses espaços, serão promovidas trocas de experiências e conhecimentos, com foco na co-construção de soluções de restauração florestal que integrarão aspectos bioculturais.
A abordagem dos laboratórios vivos permitirá que as comunidades participem ativamente do processo de restauração, garantindo que as soluções desenvolvidas sejam sustentáveis e adaptadas às necessidades locais.
Essa estratégia fortalecerá a capacidade de resposta às mudanças climáticas e promoverá a inclusão de saberes tradicionais no manejo ambiental.
Estratégias para mitigar mudanças climáticas
As estratégias de restauração dos ecossistemas amazônicos são fundamentais para mitigar as mudanças climáticas.
O Centro Capoeira enfatiza a importância de integrar ações de restauração em larga escala, alinhadas aos compromissos internacionais, como o Acordo de Paris, que estabelece a meta de recuperar 12 milhões de hectares até 2030, com 38% dessa área na Amazônia.
Essas estratégias incluem a restauração florestal, que visa reverter os efeitos do desmatamento e das mudanças de uso da terra, principais fontes de emissões de gases de efeito estufa no Brasil.
A restauração promove o sequestro de carbono, a recuperação da biodiversidade e a melhoria das funções ecossistêmicas, contribuindo para a resiliência climática da região.
Além disso, a inclusão de conhecimentos tradicionais, ciência e tecnologia nas práticas de restauração garante soluções justas e duradouras.
A colaboração entre governos, iniciativa privada e sociedade civil é essencial para ampliar o alcance das ações e garantir a sustentabilidade dos ecossistemas amazônicos, reforçando o papel da restauração na agenda climática global.



