Poder de compra de fertilizantes cai no Brasil em 2025
O poder de compra de fertilizantes no Brasil atingiu o menor nível em 30 meses, com um aumento de 5% no IPCF em maio, elevando os custos agrícolas. A alta nos preços de fertilizantes como fosfato e ureia em 2025 agrava a situação, afetando a rentabilidade dos produtores que já enfrentam a queda nos preços das commodities agrícolas.
O poder de compra de fertilizantes no Brasil caiu ao seu nível mais baixo em mais de 30 meses. Este cenário é resultado de uma combinação de queda nos preços de commodities agrícolas e aumento nos custos de adubos, conforme indicado pelo IPCF divulgado pela Mosaic. Agricultores enfrentam desafios crescentes com o aumento dos preços de fertilizantes como fosfato e ureia.
Impacto do IPCF nos custos agrícolas
O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) é um indicador crucial para o setor agrícola, pois mede a capacidade dos agricultores de adquirir fertilizantes em relação aos preços de suas colheitas.
Quando o IPCF aumenta, significa que os agricultores precisam gastar mais de suas receitas para comprar a mesma quantidade de fertilizantes, pressionando assim os custos de produção.
Em maio, o IPCF subiu para 1,20, marcando um aumento de cerca de 5% em relação ao mês anterior. Esse nível não era visto desde outubro de 2022, quando os preços dos fertilizantes dispararam devido à guerra na Ucrânia.
A alta do IPCF indica um cenário desafiador para os produtores, que precisam lidar com margens de lucro mais apertadas.
Com o aumento do IPCF, os agricultores enfrentam dificuldades adicionais, especialmente em um momento em que os preços de commodities agrícolas, como soja e milho, estão em queda.
Isso reduz ainda mais o poder de compra dos produtores, obrigando-os a buscar alternativas para minimizar os custos, como a negociação de preços e a busca por fornecedores mais competitivos.
Aumento dos preços dos fertilizantes em 2025
O ano de 2025 tem sido marcado por um aumento significativo nos preços dos fertilizantes, impactando diretamente o setor agrícola brasileiro.
Entre os principais fertilizantes, o fosfato registrou um aumento de 4%, enquanto o Superfosfato Simples subiu 5%. O cloreto de potássio e a ureia também não ficaram atrás, com aumentos de 3% cada.
Esses aumentos são atribuídos a diversos fatores, incluindo a crescente demanda global e limitações na oferta, especialmente do fósforo, cuja matriz de abastecimento é concentrada em poucas regiões do mundo.
Além disso, o mercado está enfrentando restrições logísticas, principalmente na China, que afetam o fluxo de suprimentos.
Para os agricultores, esses aumentos nos preços dos fertilizantes representam um desafio adicional, já que elevam os custos de produção.
Com a aproximação da safra de verão, muitos produtores estão preocupados com a possibilidade de não conseguirem adquirir fertilizantes a preços acessíveis, o que pode comprometer a produtividade e a rentabilidade das colheitas.



