Safra agrícola deve alcançar 347,4 milhões de toneladas em 2026
A safra agrícola de 2026 será marcada por forte concentração regional, com o Centro-Oeste responsável por quase metade de toda a produção prevista.
A produção agrícola brasileira deverá alcançar 347,4 milhões de toneladas em 2026, conforme a estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento projetado é discreto, mas confirma a manutenção de um volume elevado para o setor, sustentado principalmente pelo desempenho da soja e por avanços em parte da produção de milho. Ao mesmo tempo, culturas importantes para o mercado interno, como arroz, trigo e feijão, apresentam perspectivas menos favoráveis.
Centro-Oeste concentra quase metade da produção nacional
O Centro-Oeste deverá produzir 172,4 milhões de toneladas ao longo de 2026, quantidade equivalente a 49,6% de toda a colheita brasileira prevista pelo levantamento.
Apesar da liderança nacional, a região apresenta redução anual de 3,5%, resultado que contrasta com os avanços projetados para outras áreas produtoras do país.
O Sul aparece na segunda posição, com 92,4 milhões de toneladas e participação correspondente a 26,5% do total agrícola estimado para o período.
A produção sulista deverá crescer 6,8% em relação ao ano anterior, avanço que reforça sua importância para o abastecimento e para as exportações brasileiras.
O Sudeste deverá alcançar 30,8 milhões de toneladas, uma queda de 0,9%, enquanto o Nordeste poderá colher 29,8 milhões de toneladas, com alta anual estimada em 7,3%.
A região Norte completa a distribuição nacional com 22,2 milhões de toneladas, equivalentes a 6,4% da produção brasileira projetada para 2026.
Soja avança enquanto arroz e algodão perdem espaço
A soja deverá registrar aumento de 5,3% na produção, apoiada por uma expansão de 1,3% na área destinada à colheita da cultura.
O milho apresenta resultados distintos entre os ciclos produtivos, com crescimento de 15,6% na primeira safra e recuo de 7,9% na segunda.
A área total dedicada ao cereal deverá aumentar 2,7%, enquanto o espaço reservado à primeira safra poderá avançar 9,1% durante o período.
O sorgo também ganhou relevância nas decisões dos produtores, com elevação de 2,9% na produção e ampliação de 15,6% na área colhida.
Em sentido contrário, a produção de algodão herbáceo deverá cair 8,2%, acompanhada por uma redução da área utilizada para o cultivo.
O arroz apresenta a retração mais intensa entre os principais produtos avaliados, com diminuição estimada de 11,8% no volume produzido durante 2026.
Trigo e feijão também deverão encerrar o ciclo com resultados inferiores aos anteriores, após quedas projetadas de 15% e 5,5%, respectivamente.
As mudanças na distribuição das lavouras refletem escolhas relacionadas às condições de mercado, aos custos produtivos e às perspectivas climáticas para cada cultura.



