Setor de serviços recua 0,4% em maio
O levantamento do IBGE mostrou que a perda de atividade atingiu diferentes regiões, com destaque para os resultados negativos de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.
O setor de serviços brasileiro perdeu ritmo em maio de 2026, após a reação observada no mês anterior, mas permaneceu em patamar elevado na comparação histórica. O volume recuou 0,4% frente a abril, segundo dados do IBGE, resultado influenciado principalmente pelos transportes e por atividades classificadas entre outros serviços. Mesmo com a queda mensal, o segmento ainda operava 19,6% acima do nível registrado antes da pandemia.
Atividades empresariais amenizam a retração
Os transportes apresentaram queda de 1% em maio, enquanto a categoria de outros serviços teve redução de 1,9%, com forte influência sobre o desempenho geral do setor.
Entre as atividades ligadas à mobilidade e à logística, os principais resultados negativos ocorreram no transporte aéreo de passageiros, no transporte rodoviário de cargas e na navegação interior.
Por sua vez, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,9%, com apoio de atividades jurídicas, publicidade, locação de veículos, limpeza predial e intermediação por plataformas digitais.
Já as atividades voltadas às famílias tiveram alta de 0,2%, sustentada principalmente pelas receitas de restaurantes, bufês e empresas especializadas na preparação de refeições.
Informação e comunicação permaneceu estável na comparação mensal, embora atividades de tratamento de dados, hospedagem digital, desenvolvimento de programas e consultoria tecnológica tenham apresentado força no confronto anual.
Recuo alcança 18 unidades da federação
A redução do volume de serviços ocorreu em 18 das 27 unidades da federação, o que revela uma perda de ritmo distribuída por várias regiões brasileiras.
Mato Grosso (-2,5%), Paraná (-2,3%), Rio Grande do Sul (-2%) e Distrito Federal (-1,6%) exerceram algumas das principais influências negativas sobre o índice nacional registrado durante maio.
No grupo de estados com crescimento, Alagoas registrou a maior alta percentual, com avanço de 3,6%, seguida por Bahia (2,2%), Rio de Janeiro (1%) e São Paulo (0,1%).
A diferença entre os resultados estaduais mostra que o desempenho nacional reuniu realidades econômicas distintas, com alguns mercados locais ainda sustentados por atividades empresariais, consumo e serviços especializados.
Turismo e transportes encerram maio em queda
As atividades turísticas tiveram redução de 0,4% em maio, com resultados negativos em 13 dos 17 locais acompanhados pela pesquisa.
São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Paraná concentraram as maiores pressões negativas, enquanto Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal apresentaram variações positivas.
O transporte de passageiros recuou 1,3% durante maio, com perda parcial do crescimento registrado no mês anterior e queda expressiva na comparação anual.
Já o transporte de cargas apresentou redução de 0,2% e completou o terceiro mês consecutivo sem crescimento, com perda acumulada de 1,8% nesse intervalo.
Apesar do resultado mensal negativo, o volume total de serviços ficou 0,4% acima de maio de 2025, com suporte das atividades tecnológicas, empresariais e voltadas às famílias.



