Cimento sustentável reduz CO2 e aumenta durabilidade
Pesquisadores da USP criaram um cimento sustentável que absorve CO2, utilizando fibras vegetais e óxido de magnésio, o que não só reduz as emissões de carbono, mas também aumenta a durabilidade do material.
Pesquisadores da USP desenvolveram um cimento sustentável com fibras vegetais que absorve dióxido de carbono, reduzindo emissões e aumentando a durabilidade. Este novo material substitui compostos à base de cálcio por óxido de magnésio, incorporando CO2 ao cimento e oferecendo uma solução inovadora para a construção civil.
Desenvolvimento do cimento sustentável
Pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, desenvolveram um novo tipo de cimento que incorpora fibras vegetais.
Este cimento inovador é capaz de absorver 100 quilos de dióxido de carbono por metro cúbico, contribuindo significativamente para a redução de gases de efeito estufa.
A substituição de compostos à base de cálcio por óxido de magnésio é uma das chaves para a eficácia deste material, pois permite a incorporação do CO2 ao cimento, aumentando sua resistência e durabilidade.
O projeto visa aproveitar o CO2 gerado durante a produção de etanol de cana-de-açúcar, um setor que, só no Estado de São Paulo, emite cerca de 11,3 milhões de toneladas de CO2.
Esta abordagem não apenas mitiga as emissões, mas também transforma um subproduto poluente em um componente útil para a construção civil.



