Indústria e Tendências

Mel brasileiro pode perder US$ 53 mi com tarifa imposta pelos EUA

A tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre o mel brasileiro pode resultar em perdas de até US$ 53 milhões até 2025, afetando especialmente pequenos produtores. A situação é agravada pelo baixo consumo interno de mel, tornando essencial a busca por novos mercados, como Canadá e Alemanha.

A tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros ameaça o setor de exportação de mel no Brasil. A medida pode resultar em um prejuízo de US$ 53 milhões até 2025, segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel). A forte dependência do mercado estadunidense agrava a situação.

Setor do mel brasileiro sente impacto com nova tarifa dos EUA

As exportações brasileiras de mel enfrentam um momento crítico após a imposição de uma tarifa de 50% pelo governo dos Estados Unidos. A medida, que começou a vigorar ontem (06), já provocou uma redução drástica nas vendas externas.

A situação acende um alerta em todo o setor, especialmente diante da forte dependência do mercado norte-americano: no ano de 2024, quase 80% do mel brasileiro exportado teve os EUA como destino.

Diante do impacto imediato, representantes da cadeia produtiva têm adotado diversas iniciativas para tentar contornar os prejuízos.

Uma das frentes envolve pressões diretas sobre autoridades dos Estados Unidos, por meio de manifestações enviadas por empresas importadoras que destacam a baixa oferta de mel orgânico no território americano e o papel estratégico do produto brasileiro nesse mercado.

Além disso, parlamentares brasileiros vêm articulando conversas com lideranças dos EUA, em uma tentativa de negociar exceções à tarifa ou até mesmo sua revisão. O vice-presidente Geraldo Alckmin tem participado ativamente dessas discussões diplomáticas.

A preocupação central recai sobre os pequenos apicultores, que compõem grande parte da produção nacional e são os mais vulneráveis aos efeitos da medida.

Para tentar reduzir a dependência do mercado estadunidense, entidades do setor estudam a ampliação das exportações para outros países.

O Canadá e a Alemanha aparecem como alternativas promissoras, embora especialistas ressaltem que essa transição requer tempo, adaptação às exigências específicas de cada mercado e construção de relações comerciais duradouras.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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