Abate de bovinos cresce e fêmeas superam machos em 2025
No segundo trimestre de 2025, o Brasil registrou um crescimento de 3,9% no abate de bovinos, com fêmeas superando machos pela primeira vez. A produção de suínos e frangos também aumentou, impulsionada pela demanda interna e exportações, enquanto a aquisição de leite e a produção de ovos atingiram recordes históricos, evidenciando a expansão do setor agropecuário.
O abate de bovinos no Brasil cresceu 3,9% no segundo trimestre de 2025, atingindo 10,46 milhões de cabeças, segundo dados divulgados pelo IBGE. Pela primeira vez, o número de fêmeas abatidas superou o de machos, destacando uma mudança significativa no setor. O abate de suínos e frangos também apresentou crescimento, refletindo uma forte demanda interna e externa.
Crescimento no abate de bovinos
O abate de bovinos no Brasil registrou um crescimento significativo no segundo trimestre de 2025, com um aumento de 3,9% em relação ao mesmo período de 2024.
Este crescimento é resultado de um aumento na demanda tanto no mercado interno quanto no externo, impulsionado por fatores como a valorização da carne brasileira e a expansão de mercados consumidores.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o total de bovinos abatidos atingiu 10,46 milhões de cabeças.
O mês de maio se destacou como o período de maior atividade, com 3,59 milhões de cabeças abatidas, representando um aumento de 4,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Além disso, pela primeira vez na série histórica iniciada em 1997, o abate de fêmeas superou o de machos.
Este fenômeno reflete uma tendência de mudança na composição do rebanho, onde a participação das fêmeas atingiu um novo recorde, especialmente devido ao aumento do abate de novilhas, que foi impulsionado pela demanda de exportação.
Aumento na produção de suínos e frangos
O segundo trimestre de 2025 foi marcado por um aumento expressivo na produção de suínos e frangos no Brasil.
O abate de suínos atingiu 15,01 milhões de cabeças, registrando um crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e 4,1% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.
Este aumento foi impulsionado pela crescente demanda interna e recordes de exportação, especialmente para as Filipinas, Chile e Japão.
Quanto à produção de frangos, o abate alcançou 1,64 bilhão de cabeças, um aumento de 1,1% em relação ao mesmo período de 2024.
No entanto, em comparação ao primeiro trimestre de 2025, houve uma leve queda de 0,4%, atribuída a um caso de gripe aviária em uma granja no Rio Grande do Sul, que impactou as exportações.
Apesar das restrições comerciais impostas por alguns mercados importadores, o setor de frangos conseguiu manter um crescimento robusto, com aumentos no abate em 19 das 26 Unidades da Federação.



