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Choque tarifário ainda não foi totalmente sentido, diz OCDE

A OCDE alerta que o choque tarifário nos EUA ainda não revelou seu impacto total. A previsão é de uma desaceleração econômica global para 3,2% em 2025, afetando principalmente EUA e China, embora investimentos em IA e apoio fiscal possam ajudar a mitigar esses efeitos.

O choque tarifário dos Estados Unidos ainda não revelou todo seu impacto, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Embora o crescimento global tenha se mostrado resiliente, as tarifas elevadas continuam a pressionar economias. Empresas estão absorvendo custos por meio de estoques de segurança e redução de margens de lucro.

Tarifas dos EUA aumentam incertezas

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alerta que os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos ainda não foram plenamente sentidos, mas já há sinais de impacto sobre empresas e investimentos.

A incerteza em relação às políticas comerciais tem levado companhias de diferentes setores a adotar estratégias de proteção, como a formação de estoques de segurança, medida que eleva custos operacionais e tende a pressionar os preços finais.

Em muitos casos, as empresas também absorvem parte dos custos adicionais para preservar margens de lucro, o que reforça a pressão sobre a rentabilidade.

Esse ambiente de cautela já se reflete nas projeções econômicas. A OCDE estima que, em 2025, a economia global desacelere de 3,3% para 3,2%.

Nos Estados Unidos, o crescimento deve cair para 1,8%, influenciado não apenas pelas tarifas, mas também por fatores como a redução da imigração e cortes no funcionalismo federal, que podem afetar o mercado de trabalho e o consumo interno.

Apesar das dificuldades, a atividade econômica norte-americana tem sido parcialmente sustentada por medidas fiscais e pelo avanço dos investimentos em inteligência artificial, que oferecem algum alívio diante dos efeitos negativos das tarifas.

Ainda assim, o organismo internacional avalia que o cenário permanece desafiador e que a dimensão real dessas políticas só ficará evidente à medida que empresas e mercados ajustarem suas estratégias nos próximos anos.

Perspectivas futuras segundo a OCDE

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentou suas perspectivas para o futuro econômico, destacando o impacto contínuo das tarifas dos EUA sobre o comércio global.

Segundo a OCDE, as tarifas elevadas devem continuar a exercer pressão sobre o investimento e o comércio, com efeitos que podem se estender por vários anos.

Para o ano de 2025, a OCDE projeta um crescimento econômico global de 3,2%, uma ligeira desaceleração em relação ao ano anterior.

Essa previsão reflete a expectativa de que as empresas continuarão a enfrentar custos mais altos devido às tarifas, o que pode limitar a expansão dos negócios e a criação de empregos.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de que o crescimento desacelere para 1,8% em 2025, influenciado pelas tarifas e pela redução no número de trabalhadores federais. O Federal Reserve, banco central americano, pode adotar cortes de juros para mitigar os efeitos negativos sobre a economia.

Na China, o crescimento também deverá desacelerar, com a economia crescendo 4,9% em 2025, à medida que o impacto do apoio fiscal diminui e as exportações antecipadas perdem força.

A zona do euro, por sua vez, enfrenta tensões comerciais e geopolíticas que podem anular parte dos estímulos proporcionados pelas taxas de juros mais baixas.

Apesar dos desafios, a OCDE ressalta que o investimento em inteligência artificial e o apoio fiscal podem ajudar a contrabalançar alguns dos impactos negativos das tarifas.

A organização recomenda que os países mantenham políticas monetárias flexíveis para suportar o crescimento econômico em um ambiente de incertezas comerciais.

Fonte: g1

Willian Souza

Colunista no segmento Cases e Análises | C.O.O. no Grupo Ideal Trends, com ampla experiência como líder de operações e gerente de projetos. Também possui vasta experiência em marketing digital, tecnologia, inovações, gerenciamento de equipes, análise estratégica de mercados e competitividade industrial.

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