A Agência Nacional de Mineração (ANM) registrou novo avanço na segurança das estruturas de rejeitos no país.
No segundo semestre de 2025, 421 barragens tiveram a estabilidade atestada, ante 415 no semestre anterior, resultado atribuído ao reforço do monitoramento remoto, a inspeções mais frequentes e a critérios técnicos mais rigorosos na análise das condições operacionais.
Desde 2019 não há registro de rompimentos de barragens de mineração no Brasil, marco que a agência relaciona à combinação de fiscalização contínua e gestão preventiva de riscos.
O relatório também aponta a recuperação de estabilidade em 14 estruturas que estavam classificadas como instáveis, sinal de que planos de ação e intervenções corretivas vêm surtindo efeito.
Ainda assim, a ANM reconhece desafios, sobretudo entre barragens construídas por etapa única, que formam a maioria das estruturas sem estabilidade declarada e exigem acompanhamento dedicado, muitas delas em Minas Gerais, região com maior concentração desses ativos.
Para mitigar riscos, a agência prioriza na fiscalização as barragens que não tiveram estabilidade atestada ou deixaram de enviar a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE).
A atuação técnica segue as diretrizes da Resolução nº 95/2022, com análise criteriosa dos dados de campo e definição de medidas corretivas em tempo hábil, numa estratégia que combina prevenção, transparência e resposta rápida para proteger populações e o meio ambiente.