Indústria e Tendências

Senai Park inicia operações com foco em energia verde

O Senai Park foca no desenvolvimento de hidrogênio verde e baterias de lítio. Com parcerias estratégicas com empresas como Siemens e Grupo Moura, o parque promove tecnologias limpas que visam aumentar a sustentabilidade e a competitividade econômica do país no cenário global.

O Senai Park, um novo centro de inovação em Ipojuca, Pernambuco, está liderando a transição energética na indústria. Com foco em hidrogênio verde e baterias de lítio, o parque busca aliar produtividade e sustentabilidade. Este movimento é crucial para a descarbonização e atende às crescentes demandas por energia limpa.

Brasil aposta em hidrogênio verde e baterias de lítio

O Brasil avança em duas frentes decisivas para consolidar sua transição para uma matriz energética mais limpa: a produção de hidrogênio verde e o desenvolvimento nacional de baterias de lítio.

Os projetos, conduzidos pelo Senai Park em Ipojuca (PE), integram esforços de inovação industrial e sustentabilidade, reforçando o papel do país no cenário global da energia renovável.

No complexo do Senai, a produção de hidrogênio verde já é uma realidade. Com um eletrolisador de última geração, o parque é capaz de gerar 30 quilos por dia, quantidade suficiente para abastecer veículos que circulam entre o Porto de Suape e Recife.

O processo utiliza eletricidade proveniente de fontes renováveis, como solar e eólica, para separar o hidrogênio do oxigênio na água, sem emissão de gases de efeito estufa.

Além do transporte, o combustível pode ser aplicado em processos industriais e armazenamento de energia, abrindo novas possibilidades para a economia de baixo carbono.

Empresas como Neuman & Esser, Siemens e White Martins participam do projeto, testando aplicações do hidrogênio em larga escala.

Paralelamente, o Senai Park lidera um projeto para produzir baterias de lítio de baixa tensão em parceria com o Grupo Moura, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo a cadeia nacional de mobilidade elétrica.

Com investimento de R$ 20 milhões, a linha de produção robotizada deve começar a operar no primeiro trimestre de 2026, com capacidade inicial de mil baterias por mês nos modelos de 12V e 48V.

O projeto, apoiado pelo Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) do governo federal, busca adaptar a tecnologia às condições brasileiras e fomentar o desenvolvimento industrial sustentável.

Com o avanço simultâneo em hidrogênio verde e baterias de lítio, o país dá um passo importante rumo à descarbonização da economia e à autossuficiência tecnológica em energia limpa.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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