Buraco de ozônio de 2025 é o quinto menor desde 1992
O buraco de ozônio de 2025 foi o quinto menor desde 1992, resultado das ações do Protocolo de Montreal, que limitou substâncias que destroem a camada de ozônio, permitindo sua recuperação e protegendo a Terra da radiação UV.
O buraco de ozônio sobre a Antártida foi relativamente pequeno em 2025, sendo o quinto menor desde 1992, conforme relatado pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) e Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). A recuperação da camada de ozônio continua em progresso, com expectativa de recuperação total ainda neste século.
Tamanho e extensão do buraco de ozônio em 2025
Durante a temporada de 2025, o buraco de ozônio atingiu uma extensão média de 7,23 milhões de milhas quadradas, aproximadamente o dobro da área dos Estados Unidos contíguos.
Este valor representa o quinto menor buraco desde 1992, quando começaram as medidas para eliminar substâncias que destroem o ozônio.
Na data de maior extensão, 9 de setembro, o buraco alcançou 8,83 milhões de milhas quadradas, cerca de 30% menor que o recorde registrado em 2006.
A redução contínua do buraco de ozônio é um indicador positivo dos esforços globais para mitigar os danos à camada de ozônio.
Os cientistas destacam que o buraco de 2025 começou a se dissipar quase três semanas antes do que o padrão observado na última década.
Este fenômeno é atribuído a condições climáticas favoráveis, como um vórtice polar mais fraco e temperaturas acima da média, que contribuíram para a diminuição do buraco.
Impactos das substâncias destruidoras de ozônio
As substâncias destruidoras de ozônio, como clorofluorocarbonos (CFCs) e halons, têm um impacto significativo na camada de ozônio da estratosfera, que atua como um filtro natural contra a radiação ultravioleta (UV) do Sol.
Essas substâncias, ao serem liberadas na atmosfera, sobem até a estratosfera, onde são quebradas pela radiação UV, liberando átomos de cloro e bromo que destroem as moléculas de ozônio.
O processo de destruição do ozônio permite que mais radiação UV alcance a superfície da Terra, resultando em efeitos adversos como aumento de casos de câncer de pele, catarata e danos ao sistema imunológico.
Além disso, a exposição excessiva à radiação UV pode afetar negativamente a produtividade agrícola e os ecossistemas aquáticos.
Desde o pico de uso dessas substâncias em 2000, suas concentrações na estratosfera da Antártica diminuíram cerca de um terço, graças ao Protocolo de Montreal e suas emendas, que restringiram o uso e a produção desses compostos.
A recuperação total da camada de ozônio é esperada para ocorrer até o final deste século, à medida que as emissões desses compostos continuem a diminuir.
Protocolo de Montreal e recuperação da camada de ozônio
O Protocolo de Montreal, assinado em 1987, é um acordo internacional que visa a eliminação gradual das substâncias que destroem a camada de ozônio.
Este tratado tem sido crucial para a recuperação da camada de ozônio, estabelecendo metas rigorosas para a redução do uso de compostos como clorofluorocarbonos (CFCs) e halons.
Desde a implementação do protocolo, a produção e o consumo de substâncias destruidoras de ozônio diminuíram significativamente.
As emendas subsequentes ao tratado, como a Emenda de Kigali, introduziram novas medidas para incluir hidrofluorocarbonos (HFCs), que, embora não destruam o ozônio, contribuem para o aquecimento global.
Graças ao Protocolo de Montreal, as concentrações de substâncias destruidoras de ozônio na atmosfera têm diminuído, permitindo uma recuperação gradual da camada de ozônio.
Cientistas preveem que, se as atuais políticas forem mantidas, a camada de ozônio poderá retornar aos níveis pré-1980 até o final deste século, protegendo a vida na Terra da radiação ultravioleta prejudicial.



