Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Mercúrio em peixes da Baía de Guanabara preocupa pesquisadores

Um estudo da UFF identificou a presença de mercúrio em peixes da Baía de Guanabara, evidenciando os riscos à saúde dos pescadores e recomendando a diversificação no consumo de peixes como forma de reduzir a contaminação.

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense identificaram mercúrio em peixes da Baía de Guanabara, levantando preocupações sobre a saúde de pescadores e comunidades locais. O estudo analisou oito espécies de peixes, destacando riscos de contaminação.

Presença de mercúrio em espécies de peixes

Um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou a presença de mercúrio em peixes da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

A pesquisa analisou oito espécies de peixes, incluindo sardinha, robalo, corvina e tainha, para avaliar os níveis de contaminação por mercúrio.

Os resultados indicaram que, embora as concentrações de mercúrio nos peixes estejam dentro dos limites permitidos pela legislação brasileira, há variações significativas entre as espécies.

A sardinha apresentou níveis muito baixos de mercúrio, enquanto o robalo registrou a maior concentração, com 0,2218 mg/kg.

Os pesquisadores sugerem que a população varie o consumo de peixes, evitando concentrar-se apenas nas espécies com maiores níveis de mercúrio, como o robalo.

Essa diversificação no consumo pode ajudar a minimizar a exposição ao metal pesado, reduzindo os riscos à saúde associados à ingestão de mercúrio.

Impactos na saúde dos pescadores

A contaminação por mercúrio nos peixes da Baía de Guanabara tem implicações diretas para a saúde dos pescadores e das comunidades que dependem da pesca como fonte de alimento.

A pesquisa da Universidade Federal Fluminense destacou que, em alguns casos, os pescadores apresentaram níveis de mercúrio no organismo superiores aos recomendados por autoridades sanitárias.

Os sintomas associados à exposição ao mercúrio incluem tremores, insônia, perda de memória, dores de cabeça e fraqueza muscular.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que grupos vulneráveis, como fetos cujas mães possuem altos níveis de mercúrio no sangue, são especialmente suscetíveis aos efeitos nocivos do metal pesado.

Para mitigar os riscos, é essencial que os pescadores sejam informados sobre os perigos da contaminação por mercúrio e incentivados a diversificar as espécies de peixes que consomem.

*Com informações Agência Brasil

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

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