Nova tecnologia de filtração revoluciona remoção de Pfas
A tecnologia de filtração desenvolvida pela Universidade Rice utiliza um material LDH de cobre e alumínio para remover PFAS de forma eficiente, absorvendo-os 100 vezes mais rápido e permitindo sua destruição a temperaturas mais baixas.
Pesquisadores da Universidade Rice desenvolveram uma nova tecnologia de filtração capaz de remover PFAS da água de forma muito mais rápida e eficiente do que os métodos atuais. A inovação surge como uma resposta a um dos maiores desafios ambientais da atualidade: o controle de substâncias químicas persistentes que se acumulam no meio ambiente e oferecem riscos à saúde.
Desenvolvimento da tecnologia de filtração
Uma nova tecnologia de filtração desenvolvida por pesquisadores da Universidade Rice pode representar um avanço relevante no combate à contaminação por PFAS, substâncias químicas persistentes conhecidas por seu impacto ambiental e riscos à saúde.
O método utiliza um material chamado hidróxido duplo lamelar (LDH), formado a partir da combinação de cobre e alumínio, projetado para capturar com alta eficiência compostos de PFAS de cadeia longa presentes na água.
A inovação está na substituição parcial do alumínio por cobre na estrutura do material, o que gera uma carga positiva capaz de atrair as moléculas de PFAS, que possuem carga negativa.
Essa característica permite uma taxa de absorção significativamente superior à de tecnologias tradicionais, como carvão ativado granular e sistemas de osmose reversa, reduzindo o tempo necessário para a remoção desses contaminantes.
Além da eficiência na captura, o LDH apresenta outra vantagem estratégica: a possibilidade de destruição dos PFAS sem a necessidade de processos térmicos extremos.
Estudos indicam que o material consegue degradar essas substâncias a temperaturas entre 400 e 500 graus Celsius, evitando a formação de subprodutos tóxicos normalmente associados a métodos convencionais de incineração.
A combinação de rapidez na absorção e menor exigência energética para a eliminação dos contaminantes aponta para uma solução mais sustentável e escalável no enfrentamento dos chamados “químicos eternos”, que não se degradam naturalmente e se acumulam no meio ambiente.
A tecnologia surge como uma alternativa promissora para sistemas de tratamento de água que buscam eficiência, segurança e menor impacto ambiental.



