Produção industrial brasileira cresce 0,6% em 2025
Em 2025, a produção industrial brasileira teve um crescimento de 0,6%, impulsionada principalmente pelas indústrias extrativas. Contudo, a política monetária restritiva e o aumento das taxas de juros desaceleraram o setor, afetando negativamente investimentos e consumo.
A produção industrial brasileira apresentou um crescimento de 0,6% em 2025, destacando-se como o terceiro ano consecutivo de alta, segundo dados divulgados pelo IBGE. Este resultado foi impulsionado principalmente pelas indústrias extrativas, que registraram um aumento significativo de 4,9% no ano. No entanto, a atividade industrial sofreu uma queda de 1,2% em dezembro, refletindo um cenário de desaceleração econômica.
Desempenho anual da indústria em 2025
Em 2025, a produção industrial brasileira registrou um crescimento de 0,6%, marcando o terceiro ano consecutivo de expansão.
Apesar do aumento, o setor enfrentou um ritmo de crescimento mais lento comparado aos anos anteriores, quando registrou 3,1% em 2024 e 0,1% em 2023. A alta foi impulsionada principalmente pelas indústrias extrativas, que cresceram 4,9% no ano.
Esse desempenho reflete um cenário de recuperação econômica pós-pandemia, embora ainda existam desafios significativos.
A produção industrial de 2025 ficou 0,6% acima do nível pré-pandemia, mas permanece 16,3% abaixo do recorde histórico registrado em maio de 2011.
Entre as categorias econômicas, os bens de consumo duráveis e intermediários foram os que mais contribuíram para o crescimento, enquanto os bens de capital e de consumo semi e não duráveis apresentaram retração.
A análise dos dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE revela que 15 dos 25 ramos industriais apresentaram crescimento, destacando-se, além das indústrias extrativas, os produtos alimentícios com um aumento de 1,5%.
No entanto, a indústria de transformação teve uma ligeira queda de 0,2%, mostrando os desafios enfrentados pelo setor em 2025.
Impacto da política monetária na produção
O ano de 2025 foi marcado por um impacto significativo da política monetária na produção industrial brasileira. A elevação da taxa de juros, uma medida adotada para conter a inflação, afetou diretamente as decisões de investimento das empresas e o consumo das famílias.
Essa política mais restritiva contribuiu para a desaceleração do crescimento industrial, que passou de 1,2% no primeiro semestre para uma variação nula no segundo semestre.
Empresas enfrentaram dificuldades em acessar crédito, o que limitou a capacidade de investimento em novas tecnologias e expansão da produção.
Além disso, o aumento dos custos de financiamento impactou o consumo, reduzindo a demanda por bens de consumo duráveis e de capital.
Esse cenário de menor dinamismo é refletido nos dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que evidenciam uma perda de ritmo no setor industrial ao longo do ano.
Especialistas apontam que, enquanto a política monetária restritiva foi necessária para estabilizar a economia, ela também trouxe desafios para a recuperação do setor industrial.
A expectativa é que, com a estabilização da inflação, haja espaço para um ajuste na política monetária que possa estimular novamente o crescimento industrial nos próximos anos.
Categorias econômicas e suas variações
Em 2025, as categorias econômicas da produção industrial brasileira apresentaram variações distintas ao longo do ano.
Os segmentos de bens de consumo duráveis e bens intermediários destacaram-se com crescimentos de 2,5% e 1,5%, respectivamente.
Esses setores foram impulsionados pela demanda por produtos de maior durabilidade e pela recuperação de cadeias de suprimentos intermediários, essenciais para a produção de outros bens.
Por outro lado, os setores de bens de consumo semi e não duráveis e de bens de capital enfrentaram retrações significativas.
Os bens de consumo semi e não duráveis registraram uma queda de 1,7%, enquanto os bens de capital caíram 1,5%.
Essa redução é atribuída à menor demanda interna, impactada pela política monetária restritiva e pelo aumento dos custos de crédito, que afetaram o poder de compra das famílias e o investimento das empresas.
Além disso, a indústria de transformação, que inclui a produção de bens de capital, enfrentou desafios devido à desaceleração econômica e à redução dos investimentos.
A análise dos dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) destaca que, apesar das dificuldades, o setor industrial como um todo conseguiu registrar um crescimento modesto, impulsionado principalmente pelas indústrias extrativas e pela recuperação de alguns segmentos específicos.



