Alzheimer é a segunda doença mais temida no Brasil revela levantamento
O Alzheimer é a segunda doença mais temida no Brasil, e o diagnóstico precoce é crucial para o tratamento eficaz, mas muitos pacientes ainda buscam ajuda apenas em estágios avançados da doença.
A doença Alzheimer é a segunda mais temida entre os brasileiros, aponta pesquisa do Datafolha encomendada pela Eli Lilly. O levantamento destaca o temor de que um conhecido receba o diagnóstico, ficando atrás apenas do câncer.
Alzheimer e o medo do diagnóstico
O Alzheimer é uma das doenças que mais geram temor entre os brasileiros, conforme revela um levantamento recente.
Segundo a pesquisa do Datafolha encomendada pela Eli Lilly, mais da metade dos entrevistados manifestam medo de que um conhecido possa receber o diagnóstico dessa condição neurodegenerativa.
Esse receio é particularmente mais acentuado entre mulheres e pessoas com ensino superior, com 55% e 65%, respectivamente, relatando preocupação.
Além disso, a pesquisa destaca que quatro em cada dez pessoas convivem com alguém diagnosticado com Alzheimer, reforçando o impacto social e emocional da doença.
O medo do diagnóstico está associado, em parte, à falta de cura e à percepção de que os tratamentos disponíveis oferecem pouca ajuda.
Apenas 16% dos entrevistados acreditam que o tratamento pode curar a doença, enquanto 18% acham que ele não ajuda em nada ou muito pouco.
Importância do diagnóstico precoce para o tratamento
O diagnóstico precoce do Alzheimer é importante para o sucesso do tratamento, embora muitas vezes seja feito tardiamente.
A doença se desenvolve em quatro estágios: inicial, moderado, grave e terminal, e a identificação precoce pode retardar a progressão dos sintomas.
Apesar de 95% dos brasileiros concordarem que, a partir de certa idade, é necessário procurar um médico para avaliar memória e raciocínio, apenas 46% já realizaram consultas específicas para esse fim.
Essa disparidade destaca a importância de conscientizar a população sobre a necessidade de exames regulares.
Entre aqueles que conhecem alguém com Alzheimer, 60% admitem que houve demora significativa em buscar um especialista após os primeiros sinais, como confusão e perda de memória.
Essa demora é mais comum entre homens, pessoas com menor escolaridade e moradores de cidades do interior, o que reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação.



