Indústria e Tendências

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em até 56,3%

A Petrobras aumentou o preço do querosene de aviação em até 56,3%, o que pode elevar o custo das passagens aéreas em até 20%. Para conter esse impacto, o governo está considerando zerar o IOF e reduzir PIS/Cofins, além de avaliar subsídios.

A Petrobras anunciou um aumento significativo no preço do querosene de aviação, que chega a 56,3% em algumas regiões. Este reajuste, informado às distribuidoras, reflete as variações no mercado de petróleo e câmbio, e pode impactar diretamente o custo das passagens aéreas.

Impacto no preço das passagens aéreas

O aumento no preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras pode ter um efeito direto no custo das passagens aéreas.

Especialistas do setor apontam que o reajuste de até 56,3% no QAV pode resultar em um aumento de até 20% nos preços dos bilhetes, pressionando as companhias aéreas a repassarem parte desse custo adicional aos consumidores.

Com o custo do combustível representando uma parcela significativa das despesas operacionais das empresas aéreas, qualquer variação no preço do QAV tende a impactar suas margens de lucro.

Isso é especialmente preocupante em um momento em que o setor aéreo começa a se recuperar dos impactos econômicos causados pela pandemia.

Além disso, o governo está avaliando medidas para mitigar o impacto do aumento do QAV nas passagens aéreas.

Entre as propostas em discussão está a redução de impostos como PIS e Cofins sobre o combustível, visando a aliviar a pressão sobre os preços dos bilhetes e evitar que o aumento afete a demanda por viagens aéreas.

Governo estuda medidas para conter alta

Com o aumento expressivo no preço do querosene de aviação (QAV), o governo brasileiro está buscando estratégias para minimizar o impacto econômico nas passagens aéreas.

Entre as medidas em estudo, destaca-se a possibilidade de zerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para as empresas aéreas, além de reduzir as alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível.

Essas ações têm como objetivo principal evitar que o aumento do QAV se traduza em custos elevados para os passageiros, que já enfrentam um cenário de alta demanda por voos.

O governo também considera a implementação de uma Medida Provisória que poderia oferecer subsídios ao setor, dividindo o ônus entre a União e os estados, como foi proposto para o diesel.

Além disso, a administração federal está em diálogo com as companhias aéreas e outras partes interessadas para buscar soluções colaborativas que possam aliviar a pressão sobre os preços, sem comprometer a recuperação econômica do setor aéreo.

Tais medidas são vistas como essenciais para garantir que o transporte aéreo continue acessível e competitivo no atual cenário econômico.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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