Educação e Carreiras

Salário atrai, mas não garante permanência de talentos

Permanência de talentos ganha relevância em um mercado no qual profissionais comparam não apenas remuneração, mas a qualidade da relação com o trabalho.

O salário continua sendo o principal atrativo para novos empregos, mas não garante a permanência dos profissionais. Segundo o Panorama do Trabalho no Brasil, mapeamento realizado pela Serasa Experian, fatores como equilíbrio entre vida pessoal e profissional e estabilidade são essenciais para a decisão de continuar em uma empresa.

Motivação para aceitar um emprego

A remuneração continua sendo o principal fator considerado pelos profissionais brasileiros ao avaliar uma nova oportunidade de trabalho no mercado atual.

Segundo levantamento da Serasa Experian, 33,1% dos entrevistados apontaram o salário como elemento decisivo em 2025, acima dos 31,1% registrados em 2023.

Esse avanço indica que a segurança financeira ganhou ainda mais importância em um cenário marcado por pressão sobre o orçamento das famílias.

Fatores como inflação, aumento do custo de vida e incertezas econômicas ajudam a explicar a maior prioridade dada aos ganhos imediatos.

Apesar do peso da remuneração, a decisão dos candidatos também envolve aspectos ligados à qualidade da experiência profissional oferecida pelas empresas.

O equilíbrio entre vida pessoal e profissional foi citado por 16,2% dos participantes, refletindo maior atenção a rotinas menos desgastantes.

A estabilidade e a existência de um plano de carreira também aparecem entre os pontos considerados relevantes, com 11,2% das menções no levantamento.

O dado mostra que parte dos trabalhadores busca previsibilidade, crescimento e condições para construir uma trajetória mais sólida dentro das organizações.

Para as empresas, o resultado reforça a necessidade de combinar salário competitivo com benefícios, ambiente saudável e caminhos claros de desenvolvimento profissional.

Essa composição pode ser decisiva para atrair candidatos qualificados e fortalecer a permanência dos profissionais após a contratação.

Diferenças geracionais

As prioridades na escolha de um emprego variam conforme a geração, indicando que idade e momento de carreira influenciam diretamente as decisões profissionais.

Segundo o Panorama do Trabalho no Brasil, o salário tem maior peso entre os Millennials, com 36,6%, e entre a Geração Z, com 35,3%.

Entre os profissionais mais jovens, a remuneração aparece ligada à busca por independência financeira, avanço na carreira e construção de maior estabilidade pessoal.

Esse comportamento mostra que empresas interessadas nesses públicos precisam apresentar propostas salariais competitivas, além de benefícios adequados ao início da trajetória profissional.

Já entre os grupos mais experientes, a estabilidade e o plano de carreira ganham maior relevância na avaliação de uma nova oportunidade.

Esses fatores foram citados por 12,5% dos Baby Boomers e por 10,9% da Geração X, segundo o levantamento.

Para esses profissionais, a previsibilidade no emprego e a possibilidade de continuidade tendem a pesar mais do que mudanças frequentes de cargo.

O equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparece como preocupação comum a todas as gerações, embora tenha pesos diferentes em cada fase da carreira.

Amanda Cortonezi Silva

Colunista no segmento Educação e Carreiras | Coordenadora de Redação, especialista em Marketing de Conteúdo e tem mais de 7 anos de experiência em liderança. Possui forte conhecimento em desenvolvimento profissional, recrutamanto, formação de áreas, treinamento de equipes e educação corporativa.

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