Economia e Negócios

Vendas do varejo avançam 0,5% em março, aponta IBGE

Vendas do varejo avançaram em março e reforçaram a trajetória positiva do comércio brasileiro no início de 2026. O desempenho foi puxado por cinco das oito atividades pesquisadas, com destaque para equipamentos de escritório, informática, comunicação, combustíveis e lubrificantes.

O crescimento do comércio em março atingiu um novo recorde, com um aumento de 0,5% em relação a fevereiro. Este é o terceiro mês consecutivo de alta, destacando a força do varejo brasileiro. Segundo dados do IBGE, cinco das oito atividades pesquisadas apresentaram crescimento, com destaque para equipamentos de escritório e combustíveis.

Crescimento consistente no varejo

O comércio varejista brasileiro demonstrou um crescimento consistente em março, com um aumento de 0,5% nas vendas em comparação a fevereiro.

Este incremento reflete uma tendência de recuperação e expansão do setor, que vem se consolidando nos últimos meses.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, este é o terceiro avanço consecutivo, evidenciando um panorama positivo para o varejo.

Desde outubro de 2025, o setor tem apresentado resultados majoritariamente positivos, com exceção de uma leve queda em dezembro do mesmo ano.

Especialistas apontam que esse crescimento está sendo impulsionado por fatores como a valorização do real, que tem reduzido os custos de produtos importados, e o aumento da confiança do consumidor.

O comércio varejista continua a ser um pilar importante para a economia, contribuindo significativamente para o PIB do país.

Com a maioria das atividades comerciais mostrando sinais de recuperação, o varejo se fortalece como um dos principais motores econômicos, gerando empregos e impulsionando o consumo interno.

Desempenho das atividades comerciais

O desempenho das atividades comerciais em março foi marcado por um aumento significativo em cinco das oito categorias analisadas pelo IBGE.

Entre os destaques, a venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação cresceu 5,7%, impulsionada pela valorização do real, que barateou produtos importados como celulares e televisores.

Além disso, o setor de combustíveis e lubrificantes registrou um aumento de 2,9%, seguido por outros artigos de uso pessoal e doméstico com 2,9%, e livros, jornais, revistas e papelaria com 0,7%.

O setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria também contribuiu positivamente, ainda que de forma mais tímida, com um crescimento de 0,1%.

No entanto, nem todas as áreas tiveram desempenho positivo. As vendas de móveis e eletrodomésticos caíram 0,9%, impactadas principalmente pela retração no setor de móveis.

O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo também apresentou queda, com uma redução de 1,4%, a maior desde junho de 2024.

Apesar dos desafios enfrentados por algumas categorias, o resultado geral foi positivo, refletindo uma recuperação contínua e a resiliência do comércio varejista no Brasil.

Romário Martins

Colunista no segmento Economia e Negócios | Vice-presidente do Grupo Ideal Trends. Há mais de 19 anos, Romário tem ajudado empresas a alavancarem seu faturamento por meio da geração de demanda qualificada na web. Em sua trajetória, já ajudou a transforar o cenário de mais de 20.000 empresas.

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