Economia e Negócios

Vendas do varejo avançam 0,6% em fevereiro, aponta IBGE

Em fevereiro de 2026, as vendas do varejo no Brasil cresceram 0,6%, alcançando um novo recorde, com destaque para o desempenho de hipermercados e supermercados, conforme dados do IBGE.

O desempenho do varejo brasileiro voltou a surpreender no início de 2026, consolidando uma sequência de resultados positivos. Dados recentes indicam que o setor alcançou um novo recorde de vendas em fevereiro, refletindo a resiliência do consumo em diferentes segmentos.

Crescimento no Comércio Varejista

O comércio varejista brasileiro registrou um aumento significativo de 0,6% nas vendas em fevereiro de 2026, consolidando um novo recorde histórico.

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE, este avanço reflete uma recuperação contínua do setor, que vinha enfrentando desafios nos meses anteriores.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apresentaram um aumento de 1,1%.

Outras categorias que contribuíram para o crescimento incluem livros, jornais, revistas e papelaria, com alta de 2,4%, além de combustíveis e lubrificantes, que cresceram 1,7%. Esses setores mostraram resiliência e capacidade de adaptação às mudanças no comportamento do consumidor.

Apesar do cenário positivo, algumas áreas ainda enfrentam desafios, como equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que registraram queda de 2,7%. Esse declínio destaca a necessidade de estratégias de inovação para revitalizar segmentos em baixa.

Varejo mantém sequência positiva, apesar de contrastes anuais

Na comparação com fevereiro de 2025, o comércio varejista registrou crescimento de 0,2%, mantendo uma trajetória positiva no acumulado recente.

No primeiro bimestre de 2026, o setor avançou 1,5% frente ao mesmo período do ano anterior, alcançando o 21º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação.

Apesar disso, o desempenho anual revela contrastes entre os segmentos. Cinco das oito atividades pesquisadas apresentaram queda, incluindo artigos de uso pessoal e doméstico (-5,3%) e vestuário (-5,0%).

Ainda assim, o resultado geral foi sustentado por áreas como produtos farmacêuticos, que cresceram 2,1%, além de supermercados (1,5%) e itens de informática (0,2%).

Crescimento se espalha por parte dos estados

Regionalmente, o avanço mensal foi observado em 17 das 27 unidades da federação. Entre os destaques positivos estão Paraná (2,9%), Bahia (2,7%) e Minas Gerais (2,5%).

Em contrapartida, algumas regiões registraram queda, como Mato Grosso (-3,6%), Maranhão (-3,2%) e Amazonas (-3,2%), enquanto o Rio de Janeiro apresentou estabilidade.

O cenário indica que, embora o varejo esteja em nível recorde, o desempenho ainda varia entre estados e segmentos, refletindo diferenças nas dinâmicas econômicas regionais e no comportamento do consumo.

Romário Martins

Colunista no segmento Economia e Negócios | Vice-presidente do Grupo Ideal Trends. Há mais de 19 anos, Romário tem ajudado empresas a alavancarem seu faturamento por meio da geração de demanda qualificada na web. Em sua trajetória, já ajudou a transforar o cenário de mais de 20.000 empresas.

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