Exportação de carne bovina brasileira para China atinge 55,4% da cota

A exportação carne bovina brasileira para China já utilizou 55,4% da cota anual nos quatro primeiros meses do ano. Apesar do avanço acumulado, os embarques mensais desaceleraram entre janeiro e abril.
A utilização acelerada da cota anual de carne bovina para a China colocou o setor exportador brasileiro em atenção quanto às próximas etapas das negociações comerciais. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil embarcou 612,9 mil toneladas até abril, enquanto busca preservar competitividade diante de possíveis impactos tarifários caso o limite anual seja ultrapassado.
Cota de exportação brasileira para China
O Brasil já utilizou 55,4% da cota anual de exportação de carne bovina para a China até abril, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
A cota livre da tarifa de 55% é de 1,106 milhão de toneladas, enquanto os embarques brasileiros já alcançaram 612,9 mil toneladas no período.
O avanço mostra a relevância do mercado chinês para a pecuária brasileira, especialmente porque o país asiático segue como o maior importador global de carne bovina.
Diante desse cenário, o Brasil pediu à China a ampliação do volume permitido dentro da cota sujeita à tarifa usual de 12%, segundo informou a Reuters.
Outra possibilidade apresentada pelo país seria a redução da cobrança aplicada aos embarques que ultrapassarem o limite estabelecido na cota anual.
A solicitação busca preservar a competitividade da carne brasileira no mercado chinês e evitar que custos tarifários mais altos afetem os embarques nos próximos meses.
Como a cota ainda não foi totalmente preenchida, o setor vê espaço para ampliar as vendas e manter presença forte entre os fornecedores internacionais.
A continuidade das exportações dependerá do ritmo da demanda chinesa, das condições comerciais e da capacidade dos frigoríficos de atender às exigências sanitárias do país.
Desaceleração do volume exportado
As exportações brasileiras de carne bovina para a China perderam ritmo nos primeiros meses de 2026, após iniciarem o ano em patamar mais elevado de embarques.
Em janeiro, o Brasil enviou 211,3 mil toneladas ao mercado chinês, mas o volume recuou nos meses seguintes e chegou a 160,8 mil toneladas em fevereiro.
A tendência de queda continuou em março, quando os embarques somaram 139,9 mil toneladas, antes de recuarem novamente para 100,8 mil toneladas em abril.
A redução gradual nos volumes pode indicar ajustes na demanda chinesa, mudanças nas condições de compra ou uma reorganização temporária do fluxo comercial entre os dois países.
Também podem ter influenciado esse movimento fatores como sazonalidade do mercado, eventuais alterações nas regras de importação e desafios logísticos enfrentados pelos exportadores brasileiros.
Apesar da desaceleração observada no período, o Brasil segue como um dos principais fornecedores de carne bovina para a China, mantendo papel estratégico no abastecimento do país asiático.
O cenário exige atenção das empresas exportadoras brasileiras, que precisam acompanhar a evolução da demanda e adaptar suas estratégias comerciais diante de possíveis mudanças no mercado.
A manutenção da qualidade, da competitividade e da regularidade no fornecimento será fundamental para preservar a presença brasileira nas compras chinesas de carne bovina.



