Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Anvisa aprova Ozivy, caneta nacional similar ao Ozempic

Ozivy foi desenvolvido pela EMS e terá produção nacional em Hortolândia, no interior de São Paulo. A expectativa é que o medicamento aumente a oferta de canetas com semaglutida e torne o tratamento mais acessível.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Ozivy, primeira caneta nacional à base de semaglutida sintética indicada para o tratamento de diabetes tipo 2. Produzido pela EMS, o medicamento surge após o fim da patente do princípio ativo do Ozempic no Brasil e pode ampliar a concorrência no mercado, com expectativa de tornar o tratamento mais acessível para pacientes que dependem dessa classe terapêutica.

Diferenças entre caneta nacional e original

O Ozivy, caneta nacional de semaglutida aprovada pela Anvisa, chega ao mercado como nova opção para tratar diabetes tipo 2 no Brasil.

Diferentemente do Ozempic, que é um medicamento biológico, o produto fabricado pela EMS utiliza uma versão sintética da mesma substância.

Uma das principais diferenças entre os dois produtos está nas condições de conservação exigidas durante o tratamento e a dispensação em farmácias.

O Ozivy precisa permanecer refrigerado antes e depois do início do uso, exigindo maior atenção de pacientes, distribuidores e estabelecimentos farmacêuticos.

No caso do Ozempic, a refrigeração é necessária apenas antes da primeira utilização, o que muda a rotina de armazenamento após aberto.

A fabricação do Ozivy será realizada em Hortolândia, no interior de São Paulo, em uma estrutura com capacidade anual elevada.

Segundo a EMS, a unidade poderá produzir até 40 milhões de canetas por ano, ampliando a oferta nacional de medicamentos com semaglutida.

A produção em larga escala no Brasil pode aumentar a concorrência, reduzir gargalos de abastecimento e ampliar o acesso ao tratamento.

Após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a previsão é que o Ozivy chegue às farmácias brasileiras em cerca de 30 dias.

Antes da comercialização, o medicamento ainda precisa passar pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir o preço máximo.

A EMS pretende lançar a caneta com valor cerca de 30% menor que o praticado por medicamentos semelhantes disponíveis atualmente no país.

A redução prevista pode facilitar o acesso ao tratamento, atender parte da demanda reprimida e desestimular a procura por versões irregulares.

Fim da patente da semaglutida no Brasil

O fim da patente da semaglutida no Brasil abriu caminho para que novas empresas submetam versões alternativas da substância à avaliação regulatória.

Com o encerramento da exclusividade comercial, fabricantes podem desenvolver medicamentos similares, desde que comprovem qualidade, segurança e eficácia à Anvisa.

Esse processo tende a ampliar a concorrência em uma categoria que ganhou forte demanda nos últimos anos, especialmente em tratamentos metabólicos.

No mercado brasileiro, a entrada de novos produtos costuma criar espaço para redução de preços e maior disputa entre laboratórios.

A expectativa é que versões alternativas sigam a tendência observada em outros genéricos, com valores entre 15% e 60% menores que os medicamentos originais.

Essa diferença pode ser relevante para pacientes que enfrentam dificuldade de acesso por causa do custo elevado dos tratamentos atualmente disponíveis.

Além do impacto para consumidores, a abertura do mercado pode fortalecer a produção farmacêutica nacional e estimular novos investimentos industriais.

O avanço também reforça o papel da regulação sanitária, já que a ampliação da oferta depende de aprovação técnica antes da chegada às farmácias.

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

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