Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Emissões tóxicas de veículos causam cinco mortes por hora nos EUA, aponta estudo

A transição para veículos elétricos nos EUA é crucial para reduzir as emissões tóxicas de veículos, que causam milhares de mortes e doenças respiratórias, como asma, evidenciando a necessidade urgente de políticas ambientais eficazes.

A poluição gerada por veículos movidos a combustíveis fósseis segue como um dos principais desafios de saúde pública nos Estados Unidos. Um estudo recente aponta que a exposição a emissões tóxicas do trânsito esteve associada a mais de 41.800 mortes prematuras em 2024, além de ampliar riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Poluição veicular agrava mortes e doenças respiratórias

A poluição gerada por veículos movidos a combustíveis fósseis segue como um fator relevante de risco à saúde pública nos Estados Unidos, especialmente em áreas urbanas com grande circulação de automóveis, ônibus e caminhões.

Um estudo do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT), em parceria com a Fundação Fia, estimou que mais de 41.800 mortes prematuras registradas em 2024 no país estiveram relacionadas às emissões do transporte rodoviário.

Esses poluentes estão associados ao agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares, além de aumentarem a exposição de grupos mais sensíveis, como crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde preexistentes.

Entre os impactos mais preocupantes está a asma infantil, já que os Estados Unidos registram mais novos casos pediátricos atribuídos à poluição veicular do que qualquer outro país.

Em 2024, uma em cada dez novas ocorrências globais de asma em crianças relacionadas às emissões de veículos foi associada à exposição registrada nos Estados Unidos.

Os efeitos da poluição do ar também podem ultrapassar o sistema respiratório, com estudos indicando possíveis relações com alterações no desenvolvimento neurológico e maior risco de doenças crônicas.

Segundo a American Lung Association, quase metade da população estadunidense respira níveis considerados perigosos de poluentes, o que amplia riscos em comunidades já expostas a desigualdades ambientais e sanitárias.

Veículos limpos podem reduzir danos à saúde pública

A substituição gradual de carros, caminhões e ônibus movidos a combustíveis fósseis por veículos de emissão zero é apontada por especialistas como uma das principais medidas para diminuir os danos provocados pela poluição do transporte.

Caso os Estados Unidos alcancem participação de 100% de veículos elétricos no mercado até 2040, mais de 100.000 mortes prematuras poderiam ser evitadas nas décadas seguintes.

A mesma mudança também poderia impedir mais de 42.000 novos casos de asma em crianças até 2050, quando comparada ao ritmo atual de adoção dessas tecnologias.

A eletrificação da frota teria impacto direto sobre a qualidade do ar, principalmente em regiões próximas a corredores logísticos, rodovias movimentadas, centros industriais e bairros com maior concentração de tráfego pesado.

Apesar desse potencial, o avanço dos veículos limpos ainda depende de políticas públicas consistentes, incentivos à infraestrutura de recarga, renovação de frotas e metas ambientais capazes de acelerar a transição.

Medidas de retrocesso regulatório e a retirada de programas voltados a veículos menos poluentes podem atrasar ganhos sanitários, mantendo populações expostas a emissões que poderiam ser reduzidas com tecnologias já disponíveis.

Com planejamento contínuo, a transição para veículos de emissão zero pode combinar modernização do transporte, redução de poluentes e melhoria concreta das condições de saúde da população.

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

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